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Premiê libanês acusa líder do Hezbollah de planejar golpe | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O primeiro-ministro do Líbano, Fouad Siniora, acusou nesta sexta-feira o líder do movimento militante Hezbollah, Hassan Nasrallah, de planejar um golpe contra o governo libanês. O comentário de Siniora foi uma reação a um discurso de Nasrallah no dia anterior, quando o líder do Hezbollah disse que a oposição formaria um governo interino para substituir a administração atual. Na opinião do primeiro-ministro, as declarações de Nasrallah foram o mesmo que um plano para derrubar o governo. "O mínimo que pode ser dito é que Nasrallah não estava certo em dizer o que disse", afirmou Siniora, em entrevista à emissora de televisão árabe Al-Jazeera. "Ele está tentando promover um golpe. Ou, pelo menos, está ameaçando promover um golpe. E ele já decidiu (qual será) o resultado", acrescentou o primeiro-ministro. Protestos Na quinta-feira, em um discurso transmitido pela televisão, Nasrallah disse que os protestos contra o governo serão mantidos até que oposição alcance o seu objetivo de formar um novo governo de unidade nacional. O líder do Hezbollah afirmou que o Líbano precisa de um novo governo, livre da influência estrangeira, e que não está disposto a abrir negociações. O Hezbollah, apoiado por Irã e Síria, abandonou o gabinete de governo libanês no mês passado. Desde a última semana, milhares de simpatizantes do Hezbollah têm protestado contra o governo de Siniora no centro de Beirute. Em outro desdobramento, o líder religioso sunita Fathi Yakan liderou milhares de manifestantes sunitas e xiitas contrários ao governo em uma demonstração de unidade durante as orações desta sexta-feira. Yakan elogiou os manifestantes por tentarem impedir o que ele chamou de projeto americano no Líbano, em uma referência ao apoio dos Estados Unidos ao governo de Siniora. |
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