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Chefe militar de Israel renuncia devido à guerra no Líbano | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O chefe do Estado Maior de Israel, general Dan Halutz, renunciou nesta quarta-feira em meio a investigações sobre os ataques de Israel ao sul do Líbano no ano passado. Em um comunicado, as Forças Armadas israelenses afirmaram que Halutz enviou sua carta de renúncia ao primeiro-ministro Ehud Olmert e ao ministro de Defesa, Amir Peretz. Segundo esse comunicado oficial, Halutz deixou claro que era "sua responsabilidade como comandante e como chefe das Forças Armadas o que o obrigava a permanecer em serviço enquanto se desenrolavam as investigações e se estabelecia um plano de trabalho para 2007 orientado segundo as lições aprendidas". "Uma vez que esse processo foi encerrado, ele pediu sua renúncia de maneira imediata", afirma o comunicado. Pressão Desde o final do conflito com o grupo militante Hezbollah, que durou 34 dias entre julho e agosto de 2006, Halutz vinha enfrentando crescente pressão para renunciar. Os confrontos destruíram boa parte da infra-estrutura do Líbano. Diversos inquéritos internos estão investigando as ações do governo israelense e das Forças Armadas durante o conflito. Halutz foi criticado pelos danos à infra-estrutura libanesa causados pelos ataques. As maiores críticas à sua atuação, no entanto, são pelo fato de Israel não ter atingido seus principais objetivos com o conflito, que eram vencer o Hezbollah e resgatar dois soldados israelenses capturados pelo grupo militante - episódio que provocou os ataques de Israel. Olmert e Peretz também vêm sofrendo críticas por decisões tomadas durante o conflito e logo depois de seu término. O Exército de Israel perdeu 116 soldados durante o conflito no sul do Líbano. Os mais de 4 mil ataques realizados pelo Hezbollah também mataram 43 civis israelenses. Estima-se que mais de mil libaneses, a maioria civis, tenham morrido no conflito. |
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