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Atualizado às: 18 de setembro, 2006 - 00h40 GMT (21h40 Brasília)
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Gabinete de Israel aprova inquérito sobre Líbano
Ehud Olmert
O premiê Ehud Olmert foi muito criticado pela condução da guerra
O gabinete de Israel aprovou neste domingo planos para um inquérito sobre o recente conflito com guerrilheiros libaneses do Hezbollah.

Por 20 votos a favor, dois contra e uma abstenção, ficou decidida a criação de uma comissão do governo para determinar se foram cometidos erros durante a operação, que durou 34 dias.

O primeiro-ministro de Israel, Ehud Olmert, foi acusado de enviar tropas israelenses para uma guerra para a qual não estavam preparadas.

Olmert rejeitou pedidos de reservistas para a realização de uma investigação independente, mas insistiu que a comissão terá poder real. Segundo ele, a nova comissão terá os mesmos poderes de uma comissão estatal oficial, criada depois de conflitos prévios.

"Demora"

Olmert descartou a criação de uma comissão estatal, dizendo que ela tomaria tempo demais e poderia desviar a atenção do Exército de suas responsabilidades.

A comissão, a ser presidida por um juiz aposentado, vai investigar as decisões políticas e militares tomadas pelos líderes do país depois que o Hezbollah capturou dois soldados em uma incursão em território israelense em julho.

Apesar das garantias de Olmert, céticos se apressaram a criticar a nova comissão, considerando-a apenas uma medida de fachada.

Manifestantes se concentraram diante dos escritórios de Olmert em Jerusalém durante a reunião do gabinete, pedindo a renúncia do premiê, do ministro da Defesa, Amir Peretz, e do chefe do Estado Maior, General Dan Halutz.

Na sexta-feira, o antecessor de Halutz, Moshe Yaalon, disse que as três autoridades deveriam deixar os seus cargos e qualificou a decisão de ir à guerra de "escandalosa".

Um grupo de 25 generais de reserva pediu a Halutz que renuncie.

Protestos contra a condução da guerra têm sido freqüentes entre os israelenses - muitos são obrigados a prestar serviço militar.

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