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Atualizado às: 14 de setembro, 2006 - 08h22 GMT (05h22 Brasília)
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Anistia acusa Hezbollah de crimes de guerra
Nahariya, após ataque do Hezbollah
O Hezbollah atacou várias cidades israelenses como Nahariya
A organização de defesa dos direitos humanos Anistia Internacional (AI) acusou os militantes do Hezbollah, no Líbano, de cometerem crimes de guerra durante o recente conflito com Israel, que durou 34 dias.

Segundo a AI, o Hezbollah deliberadamente alvejou civis quando lançou milhares de foguetes no norte de Israel, em uma "grave violação de leis humanitárias".

Segundo o relatório, o Hezbollah lançou quase 4 mil foguetes no norte de Israel, matando 43 civis e forçando centenas de milhares a fugir.

O Hezbollah nega ter tomado civis como alvos e diz que estava respondendo à agressão israelense.

Anteriormente, a AI já havia acusado Israel de ataque desproporcional à alvos civis durante os combates no Líbano.

O grupo pediu à Organização das Nações Unidas (ONU) que seja aberto um inquérito sobre as supostas violações dos dois lados.

"Sem justificativa"

O relatório da AI disse que, embora o Hezbollah tenha dito que a sua política seria de não alvejar civis, o seu líder, o xeque Hassan Nasrallah, disse que a política foi mudada em represália aos ataques israelenses contra áreas civis libanesas.

Segundo o documento, Nasrallah disse: "Enquanto o inimigo conduzir sua agressão sem limites ou linhas vermelhas, nós também vamos responder sem limites ou linhas vermelhas."

A Anistia disse que as violações de Israel não podem, de forma alguma, justificar as ações do Hezbollah.

A secretária-geral da AI, Irene Khan, disse: "Civis não podem pagar o preço da conduta ilegal de nenhum lado."

A organização pediu que um "inquérito amplo, independente e imparcial" seja realizado pela ONU sobre as violações, e que se garanta a "reparação completa" às vítimas.

Khan afirmou que há necessidade urgente de justiça para que o respeito às regras de guerra sejam levadas à sério.

Israel

Relatório da AI de 23 de agosto último disse que Israel teve como alvo casas, pontes, estradas e depósitos de água e combustível como "parte integral" de sua estratégia.

O porta-voz do governo israelense, Mark Regev, disse que as ações de Israel durante a guerra são "condizentes com leis internacionais e com normas reconhecidas de comportamento durante conflitos".

Cerca de mil libaneses, a maioria civis, e 161 israelenses, principalmente soldados, morreram durante o conflito.

Israel lançou sua ofensiva depois que militantes do Hezbollah capturaram dois soldados e mataram vários outros durante uma incursão ao outro lado da fronteira no dia 12 de julho.

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