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UE promete enviar até 7 mil soldados para o Líbano | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A União Européia prometeu nesta sexta-feira contribuir com até 6,9 mil soldados para a força multinacional das Nações Unidas que monitora a aplicação do cessar-fogo no sul do Líbano, segundo o ministro do Exterior finlandês, Erkki Tuomioja. O chanceler da Finlândia, que ocupa atualmente a presidência rotativa da UE, disse que países do bloco haviam se comprometido a fornecer "algo entre 5,6 mil a 6,9 mil" soldados. Tuomioja fez a estimativa em uma entrevista coletiva em Bruxelas após uma reunião de ministros europeus com o secretário-geral da ONU, Kofi Annan, justamente para definir a participação do bloco na força da ONU. A ONU tinha se mostrado decepcionada com as ofertas iniciais de contribuições depois da aprovação da resolução 1701, que previu além do cessar-fogo entre Israel e Hezbollah, a ampliação da Unifil (força interina da ONU no Líbano) de 2 mil para 15 mil homens. Os números de Tuomioja, no entanto, divergem dos de representantes de governos europeus. O ministro do Exterior da França, Philippe Douste-Blazy, disse após a mesma reunião com Annan que a contribuição total da UE ficaria entre 6,5 mil a 7 mil. O seu colega irlandês Dermot Ahern, no entanto, chegou a falar em 9 mil e o italiano Massimo d'Alema, em 10 mil, segundo informações da agência de notícias Reuters. "Próximos dias" Na quinta-feira, o presidente francês, Jacques Chirac, anunciou que o país terá no Líbano dois mil soldados – 200 franceses já faziam parte da Unifil, outros 200 chegaram nesta sexta-feira e 1,6 mil ainda serão enviados. A oferta inicial da França havia sido especialmente criticada por ser considerada pequena diante da pretensão do país de comandar a força de paz no seu antigo protetorado. Agora se espera que a Itália seja o maior contribuidor. Na semana passada, representantes do governo italiano chegaram a dizer que enviariam até 3 mil homens.
De acordo com informações da agência de notícias italiana Ansa, o primeiro-ministro italiano, Romano Prodi, teria dito que os primeiros soldados partirão para o Líbano nesta terça-feira. Annan disse esperar que os soldados sejam mandados nos próximos dias. Segundo ele, a França permanecerá na liderança da Unifil até fevereiro, mês em que a Itália deverá assumir o comando da missão. "Excessivo" Se chegar a 7 mil, o contingente europeu prometido pelo ministro finlandês representa pouco menos da metade dos 15 mil homens previstos na resolução. Nesta sexta-feira, porém, o presidente da França, Jacques Chirac, disse considerar "excessivo" manter uma força desse tamanho no sul do Líbano. “O número colocado no início das discussões é totalmente excessivo. Imagino que em um território equivalente à metade de um departamento administrativo francês, seria impossível movimentar 15 mil soldados libaneses e 15 mil soldados da Unifil (a força da ONU) sem que um esbarrasse no outro”, declarou o presidente francês. A ampliação da força de paz no Líbano foi aprovada como parte do cessar-fogo que terminou com o conflito entre Israel e o grupo militante Hezbollah. No entanto, logo após o acordo, começaram a surgir dificuldades para tirar a proposta do papel. Entre os problemas estavam dúvidas sobre qual seria exatamente o mandato da força de paz - se ela teria, por exemplo, que desarmar os homens do Hezbollah. Também questionava-se até que ponto os soldados da ONU podiam se defender em uma região reconhecidamente volátil e historicamente perigosa para tropas de paz – na década de 80, 242 soldados americanos e 60 franceses foram mortos em atentados no sul do Líbano em um único dia. A dúvida sobre a atitude de Israel após a chegada de novas tropas da ONU também gerou preocupações. Durante o conflito, quatro observadores da organização foram mortos em um bombardeiro de Israel. |
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