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França oferece mais tropas para força no Líbano | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O presidente da França, Jacques Chirac, afirmou nesta quinta-feira que o seu país enviará mais 1,6 mil soldados para a força de paz da ONU no sul do Líbano. Se concretizado, o envio aumentará para 2 mil o número de franceses na Unifil (força interina da ONU no Líbano). Chirac fez o anúncio por meio de um pronunciamento na TV, após um encontro com o primeiro-ministro francês, Dominique de Villepin, e chefes da diplomacia e das Forças Armadas do país. Ele disse ter recebido "os esclarecimentos necessários" de Israel, Líbano e ONU para aumentar a sua participação na Unifil. A França foi bastante criticada por ter se comprometido inicialmente a enviar apenas 200 soldados para a força de paz ampliada. A expectativa era de que o país assumisse papel de destaque na força, já que o Líbano foi um protetorado francês. Diante da falta de um envolvimento maior da França, a Itália chegou a oferecer 3 mil homens e se mostrou disposta até a assumir o papel de liderança atualmente desempenhado pelos franceses. Unifil A força da ONU foi inicialmente criada 28 anos atrás com o papel de monitorar a fronteira do Líbano com Israel. No entanto, com a resolução 1701, aprovada no último dia 11, a Unifil recebeu um novo mandato e autorização para aumentar seu contingente de dois mil para 15 mil militares. As suas principais missões serão ajudar o Exército libanês a assumir o controle pleno do sul do país, onde o grupo militante Hezbollah tem grande influência, e prover assistência humanitária a civis libaneses prejudicados pelo conflito. A resolução 1701 também pediu o cessar-fogo enter Israel e Hezbollah, que Chirac qualificou de "frágil" durante o seu pronunciamento. Com o compromisso assumido pela França, espera-se que mais países que estavam hesitantes em contribuir se disponham a enviar tropas. A União Européia disse esperar que contribuições dos seus países-membros respondam por metade dos soldados necessários. O governo finlandês, que atualmente ocupa a presidência rotativa da UE, disse que os primeiros soldados europeus da missão de paz devem desembarcar no Líbano em uma semana. "Vejo uma contribuição européia proeminente", disse o ministro do Exterior da Finlândia, Erkki Tuomioja, durante visita à Alemanha. "Acho que podemos partir do princípio de que todos os países-membros se sentem na obrigação, tendo aprovado a resolução, de contribuir para a estabilização do Líbano, para o fortalecimento do governo libanês e para a tranqüilização da situação na fronteira." O finlandês acrescentou esperar que os países da UE assumam compromissos específicos na sexta-feira, durante um encontro com o secretário-geral da ONU, Kofi Annan. No entanto, Tuomioja disse que o contingente total, de 15 mil homens, só deve estar operando no Líbano dentro de alguns meses. Os comentários foram feitos dez dias depois da entrada em vigor de um cessar-fogo que encerrou o conflito entre Israel e o Hezbollah. A ONU se mostrou decepcionada com a resposta dos países europeus até o momento, já que muitos hesitam em comprometer tropas sem uma idéia mais clara sobre a missão das forças de paz no Líbano. |
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