BBCBrasil.com
70 anos 1938-2008
Español
Português para a África
Árabe
Chinês
Russo
Inglês
Outras línguas
Atualizado às: 23 de agosto, 2006 - 12h50 GMT (09h50 Brasília)
Envie por e-mailVersão para impressão
Anistia acusa Israel de cometer crimes de guerra
Caminhão-tanque atingido por Exército israelense no Líbano
A Anistia critica ataques à infra-estrutura civil do Líbano
A Anistia Internacional acusou Israel de cometer crimes de guerra ao atacar deliberadamente parte da infra-estrutura civil do Líbano.

O grupo de direitos humanos afirma que ataques a casas, pontes, estradas, usinas de combustível e estações de tratamento de água eram "parte integral" da estratégia israelense durante o recente conflito.

A Anistia também pede uma investigação por parte da Organização das Nações Unidas (ONU) para saber se Israel ou o Hezbollah violaram leis humanitárias.

Israel defendeu-se dizendo que não tinha como alvo a população civil libanesa.

Em um relatório divulgado nesta quarta-feira, a Anistia Internacional baseia suas acusações na análise dos ataques do Exército de Israel e em comentários feitos por autoridades israelenses durante o confronto de 34 dias com o grupo militante Hezbollah.

'Destruição maciça'

"Os moldes, os alvos e a escala dos ataques fazem com que a afirmação de Israel de que foram 'danos colaterais' simplesmente não seja digna de crédito", disse Kate Gilmore, vice-secretária-geral executiva da Anistia Internacional.

O documento detalha o que descreve como "uma destruição maciça por forças israelenses de bairros civis e cidades inteiras", juntamente com ataques a pontes "em áreas sem importância estratégica aparente".

O relatório também diz que Israel atacou supermercados e estações de bombeamento e tratamento de água, e com isso pode ter violado uma lei humanitária que proíbe ataques a objetos essenciais à sobrevivência de civis.

A Anistia também lista declarações de israelenses, como comentários feitos pelo comandante do Exército de Israel Dan Halutz de que "nada está seguro (no Líbano), é simples assim".

O porta-voz do governo de Israel Mark Regev disse que as ações do país durante a guerra "estão de acordo com normas de comportamento durante conflitos e com leis internacionais relevantes".

"Diferentemente do Hezbollah, nós não tivemos como alvo a população civil libanesa", disse ele.

A infra-estrutura libanesa foi "alvo apenas quando aquela infra-estrutura estava sendo explorada pela máquina do Hezbollah, e isto está de acordo com as leis da guerra", disse Regev.

Gilmore disse que as afirmações de Israel de que os ataques à infra-estrutura estavam dentro da lei são "claramente erradas".

"Muitas das violações identificadas no nosso relatório são crimes de guerra, incluindo ataques indiscriminados e desproporcionais", disse Gilmore.

A organização de direitos humanos disse que iria analisar os ataques do Hezbollah contra Israel separadamente.

Cerca de mil libaneses - a maioria civis - morreram durante o conflito, enquanto que 161 israelenses, muitos deles soldados, foram mortos.

Ehud OlmertIsrael
Pós-guerra sepulta plano de retirada da Cisjordânia.
Mulher libanesa choraFuturo do Líbano
Após o conflito, a situação no país é incerta.
Tanque israelense em açãoEntenda
Saiba por que há um novo conflito entre Israel e Líbano.
Líbano
Reconstrução do país será desafio econômico.
Soldado do HezbollahDê sua opinião
Você acha que a paz no sul do Líbano será duradoura?
NOTÍCIAS RELACIONADAS
ÚLTIMAS NOTÍCIAS
Envie por e-mailVersão para impressão
Tempo|Sobre a BBC|Expediente|Newsletter
BBC Copyright Logo^^ Início da página
Primeira Página|Ciência & Saúde|Cultura & Entretenimento|Vídeo & Áudio|Fotos|Especial|Interatividade|Aprenda inglês
BBC News >> | BBC Sport >> | BBC Weather >> | BBC World Service >> | BBC Languages >>
Ajuda|Fale com a gente|Notícias em 32 línguas|Privacidade