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Enviados da ONU vão a Israel discutir cessar-fogo | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Os enviados da Organização das Nações Unidas Terje Roed-Larsen e Vijay Nambiar participam nesta segunda-feira de uma série de reuniões com ministros israelenses para discutir um cessar-fogo duradouro com a milícia xiita Hezbollah. Roed-Larsen disse que teve uma conversa construtiva com a ministra do Exterior israelense, Tzipi Livnu, e ressaltou que há razão para otimismo no tocante à continuidade do cessar-fogo. No domingo, ele havia advertido que violações na trégua poderiam fazer com que a situação avance rapidamente para "o abismo da violência e do derramamento de sangue". O jornal libanês An-Nahar citou também uma declaração de Roed-Larsen na qual ele teria dito que um ataque israelense no Vale de Bekaa, no Líbano, no sábado "não ajuda a manter o frágil cessar-fogo e não vai encorajar possíveis participantes a contribuir com soldados para a nova força internacional". Roed-Larsen ainda deve ter encontros com o Ministro israelense da Defesa, Amir Peretz, e com o chefe do Estado-Maior, Dan Halutz, em Jerusalém. Críticas A visita dos enviados da ONU acontece no momento em que Israel enfrenta críticas internas sobre a maneira como conduziu a campanha militar no Líbano. Centenas de reservistas israelenses divulgaram uma carta aberta acusando o governo e as Forças Armadas de falta de liderança. Mesmo tendo supostamente sido mandados para a batalha sem água, comida e equipamentos suficientes, os reservistas afirmaram que sempre estariam prontos para arriscar a vida por Israel. "Mas há uma coisa que não estamos dispostos a aceitar: indecisão", escreveram eles na carta enviada ao ministro da Defesa e ao Chefe do Estado-Maior. Os reservistas também organizaram um protesto nesta segunda-feira em frente ao gabinete do primeiro-ministro Ehud Olmert. Em outro sinal de reprovação das ações de Israel, um grupo de parentes de soldados mortos no conflito pediu a demissão de Olmert, alegando que os objetivos da guerra não tinham sido atingidos e que seus filhos haviam morrido por nada. Forças de Paz A ministra do Exterior da Grécia, Dora Bakoyannis, embarca nesta terça-feira para uma viagem pelo Oriente Médio para acessar a possibilidade de o país contribuir com as forças de paz da ONU no Líbano. Bakoyannis vai visitar Chipre, Líbano, Jordânia, Israel e os territórios palestinos, logo antes de a Grécia assumir a presidência do Conselho de Segurança das Nações Unidas no dia 1º de setembro. Nesta segunda-feira, Bangladesh informou que havia oferecido dois batalhões para a missão da ONU, mas avisou que não iria se comprometer até que as regras do envio de tropas ficassem mais claras. A ressalva seguiu declarações de Israel de que países muçulmanos com os quais os israelenses não têm relações diplomáticas - o que é o caso de Bangladesh - não eram bem-vindos nas forças de paz. Liderança italiana O primeiro-ministro de Israel, Ehud Olmert, pediu à Itália que lidere a força de paz da ONU no Líbano, de acordo com nota oficial de seu gabinete divulgada neste domingo. O pedido foi feito em uma conversa telefônica entre Olmert e o primeiro-ministro da Itália, Romano Prodi. A França lidera a atual força de 2 mil homens da ONU no sul do Líbano, a Unifil, e anunciou que está disposta a manter a liderança até fevereiro de 2007. Mas o governo francês anunciou o envio de apenas 200 soldados, frustrando as expectativas da organização. Fontes do governo italiano indicaram que o país deve contribuir com um contingente de três mil soldados - um dos maiores da força internacional, que deve totalizar 15 mil. Olmert pediu que os soldados italianos patrulhem a fronteira entre o Líbano e a Síria, que Israel afirma estar contrabandeando armas para a milícia libanesa Hezbollah. A força da ONU deve trabalhar em conjunto com uma, também de 15 mil soldados, do Exército libanês. Neste domingo, a França pediu uma reunião da União Européia na próxima semana para determinar como os países-membros do bloco planejam apoiar a força da ONU. |
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