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Exército libanês chega ao sul do país pela 1ª vez desde 1968 | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Os primeiros soldados libaneses apoiados por tanques e veículos blindados cruzaram o rio Litani, em direção ao sul do Líbano, na manhã desta quinta-feira, como parte da resolução aprovada pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas para um cessar-fogo na região. Os soldados libaneses, que chegarão a totalizar 15 mil militares, vão se posicionar áreas que vinham sendo controladas principalmente por milicianos do Hezbollah. “Desde 1968 que o Exército não vem aqui. Esta é nossa primeira vez na região desde então. Estamos contentes em deslocar nosso Exército para o sul do Líbano”, disse o general libanês Charles Sheikhani. Uma força mais ampla das Nações Unidas (ONU) deverá ajudar as tropas libanesas a patrulharem o sul do Líbano, que foi palco de um embate entre tropas israelenses e o Hezbollah. A França anunciou que está disposta a liderar até fevereiro de 2007 a força internacional de paz. A ministra da Defesa da França, Michèle Alliot-Marie, confirmou a interesse do país, mas ressaltou em entrevista a um canal de televisão francês que a força internacional precisa ter poder suficiente e um mandato claro. O país já lidera a atual força da ONU no Líbano, a Unifil, formada por cerca de dois mil soldados. Negociações intensas Negociações internacionais têm sido intensas na sede das Nações Unidas, em Nova York, e em Beirute sobre o envio de até 3,5 mil soldados ao sul do Líbano nas próximas duas semanas. A ONU espera no futuro conseguir aumentar esse contingente para 15 mil. O seu papel no desarmamento dos combatentes do Hezbollah, contudo, ainda não está claro e será discutido ainda nesta quinta-feira pela ONU. A composição da força e os limites de sua intervenção no país também serão debatidos. Em visita ao Líbano na terça-feira, o chanceler Celso Amorim disse que o Brasil não está considerando a possibilidade de enviar tropas para o país. Os militares israelenses, por sua vez, começaram a passar algumas de suas posições no Líbano para a Unifil, mas afirmaram que uma retirada total pode levar meses. O Exército israelense disse já ter passado o controle de metade de suas posições no sul do Líbano para a Unifil. Alegria
Muitos moradores receberam os comboios com alegria. “Que Deus proteja vocês”, gritou Khadeeja Sheet. “Não apoiamos ninguém a não ser nosso Exército.” Cerca de 2 mil soldados libaneses participam deste deslocamento inicial. Na quarta-feira, o gabinete libanês, que inclui dois membros do Hezbollah, aprovou o envio de um total de 15 mil homens ao sul do país. O primeiro-ministro libanês, Fouad Siniora, disse que o deslocamento do Exército visa defender o país e que nenhum armamento será autorizado fora da autoridade do Estado libanês. Mas alguns líderes do Hezbollah já deixaram claro que não deixaram o Exército desarmar seus militantes. Segundo o correspondente da BBC Jon Leyne, parece haver um acordo tácito para que os militantes do grupo escondam suas armas e mantenham a discrição. A questão do desarmamento deve estar no topo da agenda nas reuniões desta quinta-feira em Nova York sobre a ampliação da força da ONU no sul do Líbano. Controle Uma porta-voz militar israelense disse que a cidade de Marjayoun e a área no seu entorno já foi passada para o controle da Unifil. As áreas no entorno de Bint Jbeil também tiveram seu controle cedido, mas a própria cidade, considerada uma das bases do Hezbollah, ainda permanece sob controle israelense, segundo a porta-voz. Bint Jbeil teve fortes combates com o Hezbollah durante o período de mais de um mês de conflito na região. Segundo a porta-voz, a entrega do controle continuará gradualmente nos próximos dias, mas ainda seria muito cedo para saber se as tropas israelenses serão capazes de sair totalmente do Líbano. “Se levar tempo para que as forças internacionais se organizem, levará tempo para que Israel se retire. Esta é a equação”, afirmou a ministra israelense das Relações Exteriores, Tzipi Livni. Advertência Aviões israelenses vêm despejando panfletos advertindo refugiados para se manterem longe do sul do Líbano. Apesar desses avisos, tem havido um crescente fluxo de pessoas retornando às suas casas no sul do país. A ONU diz que cerca de 250 mil pessoas já retornaram, mas centenas de milhares também estão a caminho. Segundo o correspondente da BBC Greg Morsbach, eles enfrentam uma dura viagem, com congestionamentos e a ameaça de bombas não-explodidas. Funcionários da ONU encontraram 200 bombas de fragmentação não-explodidas perto de um hospital no vilarejo de Tebnin. Duas empresas aéreas jordanianas anunciaram a retomada de seus vôos para Beirute nesta quinta-feira, nos primeiros vôos comerciais para o aeroporto desde o bombardeio de sua pista de decolagem por Israel no dia 13 de julho. |
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