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Atualizado às: 31 de agosto, 2006 - 11h08 GMT (08h08 Brasília)
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Líbano precisa de bilhões em ajuda, diz premiê
Fuad Siniora, premiê libanês
Siniora diz que economia sofreu direta e indiretamente
O primeiro-ministro libanês, Fuad Siniora, afirmou nesta quinta-feira que seu país teve um prejuízo de bilhões de dólares com o confronto entre o Hezbollah e Israel e pediu ajuda à comunidade internacional para reconstruir a nação.

Siniora fez seu apelo a uma audiência de doadores reunidos em Estocolmo, na Suécia.

“Os danos diretos desta última invasão a nossa infra-estrutura e às propriedades públicas e privadas está agora na casa dos bilhões de dólares, enquanto as perdas do PIB, de empregos e diretas e indiretas na economia, incluindo as perdas no turismo, agricultura e indústria devem representar mais alguns bilhões”, afirmou ele.

Na reunião em Estocolmo, a primeira realizada desde que o conflito começou em Julho, a expectativa é que sejam arrecadados US$ 500 milhões.

Para o ministro das Relações Exteriores sueco, Jan Eliasson, o objetivo do encontro é também político. “O objetivo político é mandar a mensagem que queremos ter um Líbano forte.”

Agricultura

Além da falta de dinheiro imediata, outro problema enfrentado pela economia libanesa é o bloqueio ainda imposto por Israel ao país.

Na quarta-feira, apesar dos pedidos da ONU para que levante o bloqueio, o primeiro-ministro de Israel disse que isso só ocorrerá quando a resolução 1701 da organização for totalmente implementada.

A resolução foi o mecanismo encontrado pela ONU para promover um cessar-fogo e prevê, entre outros pontos, que 15 mil soldados da organização sejam enviados ao sul do Líbano, ao lado de 15 mil soldados libaneses – o que ainda não ocorreu.

Todos os setores da economia libanesa foram atingidos durante a guerra, mas um dos mais afetados é a agricultura, segundo a agência de ajuda internacional Oxfam.

Segundo a organização, durante os 34 dias de confronto, 85% dos fazendeiros libaneses perderam parcial ou totalmente suas plantações e seu meio de vida.

A situação é particularmente grave porque 35% dos pobres do país dependem da agricultura para viver e 75% dos agricultores têm propriedades pequenas, muitas vezes com menos de um hectare.

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