|
Annan confere devastação no sul do Líbano | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Na primeira etapa de sua viagem ao Oriente Médio, o secretário-geral da ONU, Kofi Annan, está vendo a destruição no sul do Líbano causada pelo conflito entre Israel e o grupo Hezbollah. Annan sobrevoou algumas das regiões mais afetadas pelos bombardeios de Israel durante os 34 dias do conflito. Na aldeia de Markaba, o secretário-geral da ONU disse que muitas questões permanecem sem solução, como os dois soldados israelenses capturados pelo Hezbollah, os prisioneiros mantidos em Israel, o bloqueio israelense ao Líbano e a necessidade de manter a segurança das fronteiras libanesas. O correspondente da BBC em Naqoura, Jon Leyne, disse que muitas aldeias do sul do Líbano estão em ruínas e muitas minas terrestres, bombas e foguetes ainda se encontram no solo, com risco de explosão. Força de paz A população local está relutante em retornar às suas casas perto da fronteira até que os últimos israelenses tenham deixado a área, afirmou Leyne. Israel disse que não vai retirar seus homens da região até que a força de paz da ONU esteja instalada, ao lado de soldados libaneses, nas áreas atualmente ocupadas pelo Hezbollah. A União Européia prometeu enviar 7 mil homens para a força de paz, de um total de 15 mil soldados previsto pela ONU. Na segunda-feira, o governo italiano aprovou o envio de 2,5 mil homens - o maior efetivo nacional até agora. O contingente, formado por engenheiros, fuzileiros navais, especialistas em bombas e forças especiais, partiu para o Líbano nesta terça-feira. Roteiro no Oriente Médio Antes de sobrevoar as áreas devastadas, Annan visitou tropas da ONU na cidade de Naqoura - área ainda ocupada por tropas e tanques israelenses. A viagem do secretário-geral da ONU ao Oriente Médio tem o objetivo de consolidar o cessar-fogo entre Israel e o grupo Hezbollah, que pôs fim ao conflito de quatro semanas. Na segunda-feira, Annan encontrou-se com o premiê libanês, Fouad Siniora, e com o presidente do Parlamento, Nabih Berri, um aliado do Hezbollah. Entre os assuntos discutidos estava a força de paz da ONU. Annan disse ainda que vai pedir ao governo israelense o fim dos bloqueios marítimos e terrestres no Líbano, impostos no início do conflito, para impedir que o Hezbollah tivesse acesso a armas. Também pediu que o Hezbollah liberte os dois soldados israelenses seqüestrados em 12 de julho. A captura dos soldados foi o estopim para o conflito no sul do Líbano. Depois do Líbano, Annan vai visitar ainda Israel, os Territórios Palestinos, a Síria e o Irã. Embargo Israel quer mais garantias de que o Hezbollah não será rearmado e afirmou que o embargo contra o Líbano vai continuar até que seja implementado um embargo de armas contra o grupo. O primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, anunciou que dois comitês governamentais de inquérito serão instalados para tratar do conflito no Líbano. Um deles será focado em questões políticas, e o outro em assuntos militares. Segundo o correspondente da BBC Nick Thorpe, de Jerusalém, esse anúncio fica bem aquém dos pedidos por uma comissão independente, que teria o poder de recomendar o afastamento de altos oficiais. Olmert é acusado de tentar evitar críticas, mas ele disse que não há tempo para uma investigação completa. Na segunda-feira, em Haifa, Olmert admitiu que houve "falhas" durante a ofensiva, mas defendeu sua decisão de iniciar a campanha no sul do Líbano. Mais de 1,1 mil libaneses e 159 israelenses foram mortos nos 34 dias do conflito. |
NOTÍCIAS RELACIONADAS Annan chega ao Líbano para discutir envio de tropas28 de agosto, 2006 | Notícias Hezbollah aceitará tropa da ONU, mas sem se desarmar27 agosto, 2006 | BBC Report UE promete enviar até 7 mil soldados para o Líbano25 de agosto, 2006 | Notícias Israel usou bomba de fragmentação no Líbano, diz ONU24 de agosto, 2006 | Notícias Anistia acusa Israel de cometer crimes de guerra23 de agosto, 2006 | Notícias Enviados da ONU vão a Israel discutir cessar-fogo21 de agosto, 2006 | Notícias Conflito causou prejuízo de US$ 3,6 bilhões, diz Líbano21 de agosto, 2006 | Notícias LINKS EXTERNOS A BBC não se responsabiliza pelo conteúdo dos links externos indicados. | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
| |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||