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Olmert recusa pedido da ONU e mantém bloqueio ao Líbano | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O primeiro-ministro de Israel, Ehud Olmert, recusou o pedido da Organização das Nações Unidas (ONU) para encerrar o bloqueio ao Líbano, que já dura sete semanas. O secretário-geral da ONU, Kofi Annan, pediu novamente nesta quarta-feira para que Israel encerre o bloqueio, depois de um encontro com o premiê israelense. Mas, falando depois da reunião, Olmert disse que o cerco ao Líbano só será suspenso se os termos do cessar-fogo forem totalmente implementados. Olmert disse que Israel se retira do Líbano apenas quando a resolução 1701 da ONU for implementada. "(A resolução) não é um bufê onde se escolhe algo e pode se deixar outros itens de lado. Até o momento, nós aceitamos isso totalmente, este é um bufê fixo e tudo será implementado, incluindo a suspensão do bloqueio como parte de toda uma implementação de artigos diferentes", afirmou. Olmert disse que, a não ser que os soldados israelenses capturados pelo Hezbollah no dia 12 de julho sejam libertados, a resolução da ONU "não pode ser considerada totalmente implementada". Hezbollah Mas, um ministro do gabinete libanês e membro do Hezbollah afirmou que não deve ocorrer a libertação incondicional dos soldados israelenses, contrariando pedido de Annan. Segundo a agência de notícias Associated Press, o ministro libanês da Energia, Mohammed Fneish, disse nesta quarta-feira que esta libertação "não seria possível" e que os dois soldados serão libertados apenas como resultado de troca de prisioneiros com Israel. "Este é um princípio ao qual o Hezbollah e a resistência estão aderindo", teria dito o ministro. Palestinos Kofi Annan, continuando sua viagem pelo Oriente Médio, disse que o sofrimento do povo palestino não pode ser esquecido em meio a crise no Líbano. Em uma visita à Cisjordânia, Annan pediu que Israel suspenda as restrições impostas na Faixa de Gaza. O presidente palestino Mahmoud Abbas disse que a paz e a estabilidade seriam alcançadas apenas se os direitos legítimos dos palestinos forem restaurados. Depois da Cisjordânia, Annan foi para a Jordânia onde, na quinta-feira, ele deve se reunir com o Rei Abdullah. Armas Israel havia dito que o bloqueio deve prosseguir até que sejam tomadas medidas concretas para impedir que sejam enviadas para o Líbano armas para o grupo Hezbollah. As autoridades israelenses disseram que as tropas do seu país não vão sair do sul do Líbano até que a força internacional seja enviada para a região, ao lado do Exército libanês. Annan disse esperar que isso aconteça em breve. "Temos cerca de 2,5 mil soldados na região e esperamos dobrar o número para alcançarmos 5 mil nos próximos dias e semanas", disse ele. "Esperamos que, ao fazermos isso, a retirada israelense continue e quando alcançarmos este número, Israel terá se retirado completamente." A comunidade internacional se comprometeu, até o momento, com metade da força de 15 mil homens que é o objetivo da resolução aprovada pelo Conselho de Segurança da ONU. Após visitar Israel, Annan deve ir ao Irã e à Síria, países que mantêm vínculos com o Hezbollah. |
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