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Oposição encerra greve geral no Líbano | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A vida voltou ao normal no Líbano nesta quarta-feira, depois que partidos de oposição - liderados pela organização militante islâmica Hezbollah - suspenderam uma greve geral que paralisou a maior parte do país na terça-feira. Escavadeiras foram colocadas nas ruas da capital, Beirute, para desmontar barricadas e tirar detritos deixados depois de um dia de violentos choques entre manifestantes e partidários do governo. A polícia disse que três pessoas morreram e pelo menos 50 ficaram feridas. A oposição quer maior participação na administração do país e a antecipação de eleições gerais, e o Hezbollah alertou que os protestos poderão ser retomados. Os manifestantes consideram o governo próximo demais ao Ocidente e acusam as autoridades de estarem levando o país à bancarrota. O primeiro-ministro do Líbano, Fouad Siniora, apoiado pelo Ocidente, disse que vai resistir ao que chamou de "intimidação". “Nós vamos permanecer unidos contra a intimidação. Nós vamos permanecer juntos contra a violência”, disse Siniora em pronunciamento na televisão. O governo não deseja dar à oposição uma participação que lhe dê poder de veto sobre qualquer decisão. Sitiado Siniora permanece abrigado na residência oficial, sitiada por partidários do Hezbollah desde 1º de dezembro. O líder cristão, Samir Geagea, disse à emissora de televisão Al Jazeera: "O que está acontecendo é a coisa mais distante possível dos meios democráticos. Isto é terrorismo direito para paralisar o país". Fontes da oposição dizem que o dia de caos foi uma advertência ao governo e que haverá ação mais dura caso a mensagem não seja aceita. Representantes do governo, contudo, insistem que não fizeram concessões para persuadir a oposição a recuar. A notícia do fim da greve trará alívio para muita gente que ficou sem poder trabalhar com o fechamento de empresas, bloqueio de ruas por pneus incendiados e cancelamento de vôos, disse o correspondente da BBC em Beirute, Jim Muir. Os choques reabriram velhas feridas da guerra civil libanesa das décadas de 70 e 80, de acordo com Muir. Eles despertaram temores de que a violência sectária possa ser reavivada se a crise continuar. A greve ocorre ainda em um momento delicado para o governo, já que potenciais doadores para os esforços de reconstrução do Líbano estão em Paris para uma conferência com o objetivo de ajudar o país a se recuperar do conflito com Israel no ano passado. Segundo a agência de notícias France Presse, o Líbano ainda sofre o impacto econômico da guerra de 34 dias com Israel, e tem uma dívida pública de US$ 41 bilhões. |
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