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Líder do Hezbollah pede calma em confronto no Líbano | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O líder do grupo xiita Hezbollah, Hassan Nasrallah, fez um apelo ao governo do Líbano para que não invada o campo de refugiados palestinos onde tropas do Exército e militantes do grupo islâmico Fatah al-Islam se enfrentam desde domingo passado. Em uma mensagem transmitida pela televisão, Nasrallah disse que o Líbano corre o risco de ser arrastado para a guerra dos Estados Unidos contra a Al-Qaeda. Isso, segundo o líder do Hezbollah, poderia atrair mais militantes, prejudicar o Exército e desestabilizar o país. O governo do Líbano acusa o grupo Fatah al-Islam de ter ligações com a rede Al-Qaeda e de ser apoiado pela Síria. Nasrallah disse que o problema com o Fatah al-Islam pode ser resolvido de maneira política. O líder do Hezbollah também ressaltou a oposição do grupo a qualque incursão de militantes ao campo de refugiados, localizado perto da cidade de Trípoli, no norte do Líbano. "O campo de Nahr al-Bared e os civis palestinos são uma linha vermelha", disse. "Não vamos aceitar ou encobrir ou ser parceiros nisso." Ajuda militar Nesta sexta-feira, aviões militares americanos desembarcaram no aeroporto de Beirute com armas e munições para reforçar as tropas do Exército libanês, atendendo a um pedido do governo do Líbano. Além da ajuda americana, o Líbano também recebeu aviões com carregamentos militares da Jordânia e dos Emirados Árabes Unidos, dois aliados dos Estados Unidos no Oriente Médio. A secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, reafirmou nesta sexta-feira o apoio de Washington ao governo libanês. Rice disse que os militantes no campo de refugiados estão tentando desestabilizar um governo democrático. No entanto, em suas declarações, o líder do Hezbollah disse duvidar da sinceridade do "súbito interesse americano nos assuntos internos do Líbano". "Eu me pergunto o motivo de toda essa preocupação agora com o Exército do Líbano", disse Nasrallah, em referência ao conflito de 2006, quando Israel atacou o sul do país durante um mês em uma ofensiva contra o Hezbollah. O confronto entre o exército libanês e o Fatah al-Islam começou quando forças de segurança invadiram um prédio em Trípoli em busca de suspeitos de um assalto a banco. Os militantes atacaram, então, postos do Exército no campo de refugiados. Os militares responderam com artilharia pesada, e o episódio deu início aos piores combates internos do país desde o final da guerra civil, há 17 anos. Os confrontos já deixaram dezenas de mortos, muitos deles civis - apesar de ainda não haver dados oficiais sobre o número de mortes. Acredita-se que cerca de 30 mil refugiados vivam em Nahr al-Bared. Centenas de pessoas já fugiram do campo, e grupos humanitários tentam levar comida e remédios aos que permanecem presos no conflito. Na madrugada deste sábado, um comboio de ajuda da Cruz Vermelha proveniente da Jordânia chegou a Beirute. |
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