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Governo libanês diz que vai 'erradicar terrorismo' | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O primeiro-ministro do Líbano, Fouad Siniora, afirmou nesta quinta-feira que o governo libanês não vai "se render ao terrorismo" e vai trabalhar para erradicá-lo. Siniora fez a declaração em meio aos novos confrontos entre o Exército libanês e o grupo de militantes radicais islâmicos Fatah al-Islam em um campo de refugiados no norte do Líbano. "Vamos colocar um fim no fenômeno terrorista sem hesitação", afirmou o primeiro-ministro. "Não vamos nos render aos terroristas." De acordo com Jon Leyne, repórter da BBC que está em frente ao campo de refugiados de Nahr al-Bared, os combates desta quinta foram marcados por tiros esporádicos, e não pelo som de artilharia pesada que se ouvia nos outros dias. Milhares de moradores aproveitaram uma pequena trégua nos combates para buscar refúgio em outro campo de refugiados palestinos. Fuga Os militantes do grupo Fatah al-Islam se recusam a se desarmar ou se entregar. O governo libanês diz, no entanto, que um pequeno número tentou escapar do campo de refugiados pelo mar, em dois botes infláveis. Um navio libanês abriu fogo contra os barcos e matou todos a bordo, de acordo com os militares do Líbano. Nos últimos quatro dias, quatro bombas explodiram em pontos diferentes do país. O grupo Fatah al-Islam negou envolvimento, mas muitos no Líbano dizem acreditar que os eventos estão relacionados. Desde domingo, cerca de 50 pessoas, incluindo soldados libaneses e militantes islâmicos, foram mortos nos confrontos. Não há informações oficiais sobre o número de civis mortos no campo de Nahr al-Bared. Os combates começaram quando forças de segurança libanesas invadiram um prédio na cidade de Trípoli, que é próxima ao campo, em busca de suspeitos de um assalto a banco. Os militantes atacaram, então, postos do Exército no local. Os militares libaneses responderam com artilharia pesada e o episódio deu início aos piores combates internos do país em 17 anos. O Fatah al-Islam não tem o apoio de nenhuma das outras facções palestinas mais conhecidas e muitos afirmam que o grupo tem ligações com a Al-Qaeda. |
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