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Exército libanês isola campo de refugiados palestinos | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Diversas caminhonetes com soldados do Exército libanês voltaram a entrar nesta quarta-feira no campo de refugiados de Nahr al-Bared, no norte do Líbano, segundo o testemunho de um jornalista brasileiro que está na área. Tariq Saleh diz que a movimentação trouxe o temor de que o cessar-fogo que se sustentou desde a noite de terça-feira esteja perto de dar lugar a mais conflitos. "Na entrada principal do campo, há também dois caminhões do Exército estacionados, cada um com dois carros blindados na caçamba. Há também um carro-pipa e um caminhão cheio de equipamentos para acampamento", disse. Saleh afirma que, nas primeiras horas da manhã, o campo estava aberto e tanto jornalistas como moradores podiam entrar e sair livremente. "Mas, depois, o Exército isolou o campo. Vi mulheres chorando no portão porque tinham saído e não conseguiam mais voltar pra casa", descreve o brasileiro. De acordo com o jornalista, tudo isso aumentou a tensão e as especulações no local de que os militares podem estar pensando em entrar no campo e realizar alguma operação mais longa. "Chegamos a ouvir umas três rajadas de metralhadora no fim da manhã, mas depois não ouvimos mais tiros", conta Saleh. Curiosos Saleh conversou com a BBC Brasil quando estava em uma das entradas secundárias do campo de refugiados. "Há dezenas de curiosos, na maioria libaneses que moram aqui na região, que vieram aqui para ver o que está acontecendo, mesmo com todo o perigo." O jornalista conta que muitos dos curiosos arriscam a vida ficando no meio da rua, bem na linha de fogo de possíveis franco-atiradores que podem estar instalados nos prédios de Nahr al-Bared. "O pessoal da defesa civil, que está aqui com as ambulâncias, tenta convencer os curiosos a ficar em pontos mais abrigados, mas muita gente resiste", diz. Ele observa que há ambulâncias estacionadas em todas as saídas ao redor do campo. |
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