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Curdos criticam relatório sobre o Iraque | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O presidente da região autônoma curda do norte do Iraque, Massoud Barzani, afirmou que o relatório do Grupo de Estudos sobre o Iraque - uma comissão formada por técnicos e políticos dos dois principais partidos dos Estados Unidos que fez recomendações sobre a política externa americana para o país - é "irreal e inadequado". Na primeira reação curda ao relatório, Barzani disse que os curdos iraquianos não estão comprometidos "de maneira alguma" com o documento. O líder curdo rejeitou a proposta de envolver os vizinhos do Iraque nos esforços de paz. Também criticou a ênfase do relatório em fortalecer o governo central do Iraque. "Nós não aceitamos nada que se oponha à Constituição e aos interesses do povo do Iraque e do Curdistão", disse Barzani. Seus comentários foram apoiados pelo presidente do Iraque, o curdo Jalal Talabani, em um comunicado de seu gabinete. Barzani considerou "uma enorme deficiência" o fato de os integrantes do grupo de estudos não terem visitado as regiões curdas do norte do Iraque durante a coleta de dados para a elaboração do relatório. Recomendações O documento, divulgado na quarta-feira, conclui que a segurança "está piorando" no Iraque desde o início da guerra, em 2003, e alerta que o tempo para mudanças de rumo "está se esgotando". O relatório traz 79 recomendações, entre elas que a Casa Branca negocie uma participação maior de Irã e Síria na resolução dos problemas iraquianos. O grupo não chega a sugerir um cronograma para a retirada das tropas americanas do Iraque, mas afirma que poderiam deixar o país até o primeiro trimestre de 2008. As tropas remanescentes passariam a ter como principal missão dar apoio ao Exército iraquiano. Reações Depois da divulgação do documento, o presidente americano George W. Bush já admitiu publicamente a necessidade de uma nova estratégia para o conflito no Iraque e disse que vai levar "muito a sério" o relatório. No entanto, Bush deixou transparecer que talvez não aceite todas as principais recomendações do documento. O chefe das forças americanas no Iraque, general Peter Chiarelli, disse que a maioria das tropas poderia ser retirada no início de 2008, como recomendado pelo relatório. Mas o comandante afirmou que tal retirada só seria realista se, antes disso, o Iraque tomasse medidas significativas em direção à reconciliação política. Na próxima semana, Bush deverá se encontrar com seus principais conselheiros, entre eles o embaixador americano no Iraque, Zalmay Khalilzad, altos funcionários militares e do Departamento de Estado e especialistas, para discutir a crise no Iraque. |
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