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Relatório dos EUA diz que não há 'fórmula mágica' para o Iraque | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O relatório encomendado pelo Congresso dos Estados Unidos para avaliar a política americana para o Iraque afirma que não há uma "fórmula mágica" para resolver a situação no país. O documento não chega a recomendar um cronograma para a retirada das tropas americanas do Iraque, mas aconselha a Casa Branca a negociar uma participação maior de Irã e Síria na resolução dos problemas iraquianos. De acordo com o porta-voz da Casa Branca, Tony Snow, os representantes do grupo de estudos defenderam, durante um encontro de uma hora com membros do governo americano, a "construção de um grupo de apoio mais amplo, que incluiria todos os vizinhos" do Iraque. O Grupo de Estudos recomenda que o governo americano "considere incentivos e desincentivos" para que as autoridades sírias e iranianas colaborem com os esforços dos Estados Unidos para a estabilização do Iraque. O documento pede ainda que o governo americano renove os esforços em busca de uma solução para os conflitos mais amplos no Oriente Médio. Caos O relatório de 142 páginas inclui 79 recomendações para o governo americano. O documento também alerta para as "conseqüências do declínio contínuo" da segurança no país. O texto alerta que, caso a situação no Iraque se agrave, há o risco de que o país caminhe rumo ao "caos", o que poderia resultar no colapso do governo iraquiano e em uma "catástrofe humana". "Países vizinhos poderiam intervir, a posição global dos Estados Unidos poderia diminuir. Os americanos poderiam ficar mais polarizados", diz o texto. Os integrantes do Grupo de Estudos sobre o Iraque, uma comissão bipartidária comandada pelo ex-secretário de Estado americano James Baker, começaram a trabalhar em abril nas recomendações do relatório. A comissão entrevistou mais de 170 pessoas, incluindo líderes iraquianos, o presidente Bush, o primeiro-ministro britânico Tony Blair, embaixadores e outras importantes autoridades dos Estados Unidos e de países vizinhos do Iraque. A comissão também recebeu sugestões de outros quatro grupos de trabalho que escreveram análises sobre a situação no Iraque. Reação Até o momento, o governo americano tem evitado uma negociação direta com Síria e Irã. No entanto, o presidente americano, George W. Bush, prometeu nesta quarta-feira "agir na hora certa" e disse que as conclusões do relatório serão consideradas "com muita seriedade" pela Casa Branca. Depois de receber o documento elaborado pelo Grupo de Estudos sobre o Iraque, Bush afirmou que o relatório apresenta "uma dura avaliação" sobre a situação no Iraque. "É um relatório que traz algumas propostas muito interessantes", afirmou o presidente americano. "Nós vamos avaliar cada proposta com seriedade, e vamos agir na hora certa." Antes mesmo da divulgação pública do relatório, a Síria reafirmou que está disposta a cooperar com os Estados Unidos. O ministro da Informação da Síria, Mohsen Bilal, disse que o seu país tem o interesse de ajudar o Iraque e que autoridades sírias tiveram conversas interessantes com integrantes do grupo de estudos americano. A expectativa era de que o Grupo de Estudos sobre o Iraque também recomendasse uma retirada gradual das tropas americana ao longo dos próximos 18 meses. No entanto, de acordo com o porta-voz da Casa Branca, , não há no documento nenhum cronograma ou recomendação para uma retirada imediata. "Não há nada lá sobre uma retirada militar", disse Tony Snow. |
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