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Relatório dos EUA pede negociação com Síria e Irã | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O relatório encomendado pelo Congresso dos Estados Unidos para avaliar a política americana para o Iraque deve sugerir negociações com os vizinhos Irã e Síria, afirmou a rede de TV ABC. Trechos vazados do relatório indicam que o Grupo de Estudos sobre o Iraque também recomendará que as tropas americanas sejam transferidas de funções de combate para funções de apoio, com a retirada do efetivo de combate até 2008. Mas o relatório bipartidário, que deve ser divulgado oficialmente na tarde desta quarta-feira, não estabelece um prazo fixo para a retirada total das tropas americanas do país. As informações da TV americana coincidem com outras divulgadas na semana passada pelo jornal The New York Times. Até agora, o governo americano vem se recusando a manter negociações diretas com Irã e Síria. Robert Gates O relatório é divulgado um dia após Robert Gates, indicado pelo presidente Bush para se tornar próximo secretário da Defesa, ter dito que os Estados Unidos não estão ganhando a guerra no Iraque. Segundo a ABC, o documento de 142 páginas faz, ao todo, 79 recomendações, incluindo “uma nova ofensiva diplomática para construir uma estabilidade no Iraque”, com negociações diretas com o Irã e a Síria. O grupo de estudos deve recomendar que os Estados Unidos retirem suas tropas do Iraque gradualmente nos próximos 18 meses, reduzindo até à metade o atual efetivo, atualmente entre 140 mil e 160 mil soldados. Mas o relatório sugere que poderia haver inicialmente um aumento no número de soldados americanos dedicados a auxiliar os militares iraquianos. O texto não especifica se isso significaria um aumento no total de soldados americanos no país antes de sua redução. O documento termina com um pedido de consenso político amplo, e avalia que sem esse consenso a política externa dos Estados Unidos está fadada ao fracasso. Sugestões O presidente George W. Bush já indicou que analisará com atenção, mas não necessariamente seguirá as sugestões feitas pelo grupo, chefiado pelo ex-secretário de Estado James Baker e pelo deputado democrata Lee Hamilton. Os dez membros do grupo iniciaram seus trabalhos em abril. Eles entrevistaram mais de 170 pessoas, incluindo líderes iraquianos, o próprio Bush, o primeiro-ministro britânico, Tony Blair, embaixadores e outros altos funcionários dos Estados Unidos e dos vizinhos do Iraque. Centenas de outras pessoas contribuíram com sugestões para os quatro grupos de trabalho que enviaram suas análises ao grupo. |
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