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Senado dos EUA confirma Gates como secretário de Defesa | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O Senado dos Estados Unidos confirmou na noite desta quarta-feira a nomeação de Robert Gates como o novo secretário de Defesa americano. Gates, um ex-diretor da CIA (a Agência de Inteligência Americana), substitui Donald Rumsfeld, que renunciou no mês passado, depois da derrota republicana nas eleições parlamentares e em meio a críticas sobre sua política em relação ao Iraque. Seu nome, indicado pelo presidente George W. Bush, teve a aprovação de 95 senadores, com apenas dois votos contrários. A aprovação pelo Senado ocorre um dia depois de Gates ter ganho a aprovação unânime dos 21 membros do Comitê das Forças Armadas do Senado. Iraque Na terça-feira, ao ser sabatinado pelo Senado, Gates disse que os Estados Unidos não estavam ganhando a guerra no Iraque e que ele estava aberto a novas idéias sobre como lidar com o problema. O novo secretário, de 63 anos, afirmou ainda que faria o possível para evitar o caos Iraque. "Os próximos anos vão determinar se os povos americano e do Iraque e o próximo presidente dos Estados Unidos vão enfrentar uma situação de melhora lenta e gradual ou o risco muito real e possível de um conflito regional", afirmou. A confirmação de Gates no cargo ocorre no mesmo dia em que o Grupo de Estudos sobre o Iraque, uma comissão formada por representantes dos dois principais partidos dos Estados Unidos, apresentou um relatório em que recomenda mudanças na estratégia americana para o Iraque. O Grupo de Estudos sobre o Iraque sugere que a missão principal das tropas americanas no país deve passar a ser de apoio ao Exército iraquiano. Apesar de não apresentar um cronograma rigoroso para uma retirada das forças americanas do Iraque, o documento afirma que as tropas de combate poderiam deixar o país até o primeiro trimestre de 2008. Na área diplomática, o documento recomenda que os Estados Unidos envolvam a Síria e o Irã nas negociações de paz no Oriente Médio, inclusive na disputa entre israelenses e palestinos. Bush afirmou que o relatório será levado "muito a sério". |
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