|
Bush diz que vai 'levar a sério' relatório sobre Iraque | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, disse que vai levar "muito a sério" o relatório da comissão bipartidária do Congresso americano que traçou recomendações para a política americana no Iraque. O relatório, divulgado nesta quarta-feira, conclui que a segurança "está piorando" no país desde o início da guerra, em 2003, e alerta que o tempo para mudanças de rumo "está se esgotando". Bush afirmou que considerará uma resposta da Casa Branca ao documento de 142 páginas, dentro de um prazo que permanece incerto e que, de acordo com o correspondente da BBC em Washington, Justin Webb, pode se estender por semanas. O relatório do Grupo de Estudos sobre o Iraque afirma que as tropas de combate americanas poderiam deixar o país até o primeiro trimestre de 2008. As tropas remanescentes passariam a ter como principal missão dar apoio ao Exército iraquiano, sugere o documento. Entre as principais observações do grupo está também a sugestão de uma nova ofensiva diplomática, que incluiria negociações com o Irã e a Síria, sobre a situação geral do Oriente Médio. Encontro O texto deve ser o principal assunto do encontro entre o presidente Bush e o primeiro-ministro britânico, Tony Blair, que está em Washington. O repórter da BBC Nick Robinson, que acompanha a visita de Blair, afirmou que o líder britânico deve anunciar nesta quinta-feira uma visita ao Oriente Médio, já com vistas ao acordo de paz "amplo" sugerido pelo relatório. O roteiro de Blair incluiria Israel e os territórios palestinos, além do que funcionários do governo britânico descreveram como aliados islâmicos moderados. Eles disseram, no entanto, que o premiê britânico não visitará a Síria. O correspondente da BBC em Damasco, Jon Leyne, afirmou que o governo sírio "mal pode disfarçar seu contentamento" com as sugestões. "Algumas seções (do documento) parece que foram escritas em Damasco", ele reportou. O ministro da Informação Sírio, Muhsin Bilal, afirmou: "A Síria nunca interrompeu o diálogo, mas nós dizemos aos que interromperam o diálogo e agora retornam a ele: antes tarde do que nunca". Já o governo iraniano disse que a decisão americana de retirar suas tropas do Iraque "não necessitam ser negociadas com o Irã ou qualquer país da região". O ministro iraniano do Exterior, que está na Holanda, declarou: "Acreditamos que os dois lados da moeda no Iraque são a instabilidade, a insegurança e as atividades terroristas de um lado, e a ocupação americana do outro. A solução deve unir as duas coisas." No entanto, o porta-voz de uma das principais organizações sunitas do Iraque – a Associação dos Acadêmicos Islâmicos – disse que o relatório "não é realista", e que atende apenas aos interesses dos Estados Unidos. "O relatório dá mais importância aos interesses dos Estados Unidos que do Iraque", disse Muhammad Bashar al-Faydi à TV Al-Jazeera. "Tenta criar um clima para a retirada, sem dar garantias para evitar que o Iraque caminhe para uma guerra civil." |
NOTÍCIAS RELACIONADAS Relatório dos EUA diz que não há 'fórmula mágica' para o Iraque06 de dezembro, 2006 | Notícias Relatório dos EUA pede negociação com Síria e Irã06 de dezembro, 2006 | Notícias 'EUA não estão vencendo guerra', diz indicado ao Pentágono05 de dezembro, 2006 | Notícias Análise: Acuado, Bush resiste a mudanças no Iraque05 dezembro, 2006 | BBC Report Relatório vai sugerir retirada de tropas do Iraque, diz NYT30 novembro, 2006 | BBC Report Debate sobre partilha do Iraque ganha força nos EUA17 novembro, 2006 | BBC Report Exército dos EUA vai propor mudança no Iraque11 de novembro, 2006 | Notícias EUA afirmam que sucesso no Iraque ainda é possível24 outubro, 2006 | BBC Report | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
| ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||