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Situação no Iraque 'é grave e está piorando' | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O Grupo de Estudos sobre o Iraque, uma comissão formada por representantes dos dois principais partidos dos Estados Unidos, apresentou um relatório nesta quarta-feira em que recomenda mudanças na estratégia dos Estados Unidos para o Iraque. "A situação no Iraque é grave e está piorando", afirmou Lee Hamilton, um dos presidentes da comissão. "A violência está aumentando em escopo e letalidade. Os ataques a forças americanas e as baixas americanas continuam ocorrendo com uma média alarmante." "O povo iraquiano está passando por um grande sofrimento. O governo democraticamente eleito que substituiu Saddam Hussein não está avançando adequadamente", acrescentou Hamilton. "A abordagem atual não está funcionando." O relatório da comissão, que inclui 79 recomendações ao governo americano em um texto de 142 páginas, pede que a Casa Branca inicie uma nova ofensiva diplomática para dar estabilidade ao Iraque e mudar o papel das forças americanas no país. Na área diplomática, o documento recomenda que os Estados Unidos envolvam a Síria e o Irã nas negociações de paz no Oriente Médio, inclusive na disputa entre israelenses e palestinos. Pesadelo Ao apresentar o documento, o ex-secretário de Estado americano James Baker, que co-preside a comissão, disse que a estratégia de manter a postura atual em relação ao Iraque "não é mais viável". "Lutando em um mundo de medo, os iraquianos não ousam sonhar. Eles foram libertados do pesadelo de uma ordem tirânica apenas para enfrentar o pesadelo da violência brutal", disse Baker. "Em termos de preocupação humanitária, de interesse humanitário e de necessidade prática, é hora de encontrar uma nova maneira de avançar, uma nova abordagem", acrescentou. O Grupo de Estudos sobre o Iraque sugere que a missão principal das tropas americanas no país deve passar a ser de apoio ao Exército iraquiano. Apesar de não apresentar um cronograma rigoroso para uma retirada das forças americanas do Iraque, o documento afirma que as tropas de combate poderiam deixar o país até o primeiro trimestre de 2008. De acordo com a comissão, o objetivo é criar condições para que as tropas americanas comecem a deixar o país "de maneira responsável". Ao mesmo tempo, Baker afirma que os Estados Unidos deveriam aumentar em cerca de cinco vezes (de 4 mil para 20 mil) o número de forças americanas dedicadas ao treinamento de soldados iraquianos. O Grupo de Estudos sobre o Iraque estima que os custos da permanência americana no país podem ultrapassar US$ 1 trilhão e recomenda que o governo americano reafirme que não quer controlar o petróleo iraquiano. |
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