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ONU pede envio de mais tropas européias ao Líbano | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A ONU voltou a fazer, nesta sexta-feira, um pedido urgente para que mais países, em particular europeus, contribuam com mais tropas para a força de paz no Líbano. Em seu pedido, o vice secretário-geral da ONU, Mark Malloch-Brown, agradeceu aos países asiáticos por seu comprometimento em enviar tropas, mas disse que a força deveria ter um caráter "multinacional e multilateral para que ganhe a confiança dos dois lados". Durante uma reunião na sede da ONU em Nova York na quinta-feira, Bangladesh, Indonésia, Malásia e Nepal ofereceram soldados, enquanto Alemanha e Dinamarca prometeram ajuda com navios e forças marítimas. Grã-Bretanha e Estados Unidos disseram que colaborariam só com apoio logístico. Ainda nesta sexta-feira, o ministro da Defesa da Itália, Arturo Parisi, disse numa declaração escrita enviada ao Parlamento italiano que o país "poderia acabar assumindo a responsabilidade de liderar a operação" no Líbano, logo antes de o governo aprovar a participação nas forças de paz da Organização das Nações Unidas. O primeiro-ministro Romano Prodi já havia dito que a Itália queria "dar sua contribuição à paz", mas não falou sobre a possibilidade de a Itália comandar a missão, nem especificou o número de soldados que serão enviados. Fontes do governo dizem que cerca de 3 mil soldados italianos devem participar das forças da ONU. Isso tornaria a Itália um dos maiores contribuidores, especialmente depois que a França - que lidera a atual força de 2 mil homens da ONU no sul do Líbano, a Unifil, e deveria manter a liderança após a ampliação - anunciou o envio de apenas 200 soldados, frustrando as expectativas das Nações Unidas. Força de "policiamento" A ONU espera conseguir enviar ao menos 3,5 mil homens ao sul do Líbano em até duas semanas e posteriormente aumentar seu efetivo até chegar a 15 mil soldados na região. Mark Malloch-Brown também tentou esclarecer nesta sexta-feira os termos do envio de tropas, depois que vários países, inclusive a França, pediram mais informações sobre a natureza exata da missão. Ele disse que a nova força não seria ofensiva: "Não vamos para lá tentar um desarmamento em grande escala. Nosso objetivo é policiar o acordo político que levará ao desarmamento mencionado na resolução", explicou Malloch Brown. Para ele, o uso de força deveria ser "prudente" e acontecer apenas quando os combatentes resistissem a um pedido de desarmamento usando força.
A ministra da Defesa da França, Michele Alliot-Marie, havia defendido anteriormente a decisão de enviar apenas 200 soldados, numa entrevista à rádio RTL, quando afirmou que "você não pode enviar soldados dizendo a eles: 'Vocês estão indo para observar o que está acontecendo, mas não têm o direito de se defender ou de atirar'". "Inconcebível" As declarações de Malloch Brown foram feitas depois que o enviado israelense para a ONU, Dan Gillerman, disse que era "difícil, se não inconcebível" aceitar países que não reconhecem o Estado de Israel como parte das forças internacionais no Líbano. Gilleman se referia ao anúncio de que Indonésia e Malásia - que têm maioria muçulmana e não admitem oficialmente que Israel tenha o direito de existir - ofereceram soldados para a missão. Ele disse à BBC que ficaria feliz em aceitar a ajuda de países muçulmanos com quem Israel tem relações diplomáticas, mas segundo ele, "esperar que países que sequer reconhecem Israel garantam a segurança de sua população seria um pouco inocente". Os comentários foram rechaçados pela Malásia, que afirmou que Israel não deve dar palpite na formação da força. "Vamos estar em território libanês (…) não em território israelense", disse o ministro do Exterior do país asiático, Syed Hamir Albar. Volta de refugiados Soldados libaneses já chegaram à fronteira com Israel, fazendo uma entrada simbólica na cidade de Kfar Kila num veículo levando a bandeira do Líbano. Israel diz já ter se retirado de dois terços de suas posições no sul do país, incluindo as cidade de Tiro e as vilas de Qana, Hadatha e Beit Yahoun. Enquanto Israel deixa o território libanês, o país volta lentamente à normalidade. A ONU diz que 40 mil pessoas voltaram a suas casas no sul do Líbano e nas áreas mais castigadas pelos bombardeios em Beirute. |
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