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Atualizado às: 16 de agosto, 2006 - 12h57 GMT (09h57 Brasília)
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Reuniões no Líbano tentam acordo para forças de paz
Em retirada, soldados israelenses carregam bandeira libanesa
Os ministros das Relações Exteriores de quatro países vistos como potenciais participantes da força de paz ampliada das Nações Unidas no sul do Líbano estão em Beirute nesta quarta-feira para discutir os detalhes da missão.

O primeiro-ministro libanês, Fouad Siniora, se reunirá separadamente com os ministros da França, da Turquia, da Malásia e do Paquistão.

A ONU diz que espera enviar 3,5 mil soldados ao sul do Líbano em até duas semanas, mas nenhum país até agora se comprometeu formalmente com o envio de tropas.

Funcionários da ONU dizem que há preocupação sobre as regras para a participação nas forças de paz.

A ONU mantém atualmente 2 mil homens no sul do Líbano, mas espera conseguir aumentar esse contingente para 15 mil.

Israel condiciona a retirada de suas tropas da região à chegada das forças da ONU.

Temor

A possível demora no envio das tropas internacionais faz aumentar o temor de possíveis enfrentamentos entre o Exército israelense e militantes do Hezbollah que possam prejudicar o cessar-fogo em vigor desde a segunda-feira.

Um alto funcionário da ONU disse esperar que, se a França concordar em liderar as tropas no sul do Líbano, outros países também confirmariam em seguida sua participação.

Algumas autoridades dizem que os países interessados querem mais garantias de que a situação na região permanecerá sob controle.

O governo libanês disse nesta quarta-feira que está em negociações com o Hezbollah sobre como o Exército do Líbano tomará posições no sul do país atualmente ocupadas pelo grupo.

Retorno

No terceiro dia de vigência do cessar-fogo entre Israel e o Hezbollah, até 250 mil pessoas que haviam deixado suas casas no sul do Líbano já retornaram à região, segundo a ONU.

Outras centenas de milhares de pessoas estão fazendo o caminho de volta.

A viagem de 80 quilômetros entre Beirute e a cidade costeira de Tiro, no sul do país, estaria levando 12 horas, apesar dos esforços do Exército libanês para consertar as estradas e pontes danificadas pelos bombardeios israelenses.

Organizações internacionais de ajuda humanitária também tentam enviar alimentos e medicamentos para as pessoas necessitadas na região.

O governo israelense diz que o sul do Líbano permanecerá inseguro até que o Exército libanês e as forças da ONU cheguem à região.

Do lado israelense, os moradores do norte do país que deixaram a região também estão retornando às suas casas.

Celso AmorimAmorim no Líbano
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