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Volta em massa ao sul do Líbano surpreende ONGs | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A rapidez com que os habitantes do sul do Líbano estão voltando para a região após o cessar-fogo ter sido decretado vem surpreendendo as agências humanitárias presentes na região. Pelo segundo dia consecutivo, as estradas, danificadas pelos bombardeios israelenses, vêm recebendo uma quantidade enorme de veículos, lotados de pertences dos moradores que se viram obrigados a abandonar suas casas. Um problema a mais da travessia é a grande quantidade de bombas israelenses que ainda não explodiram. Segundo a ONU, cerca de 10% das bombas lançadas não foram detonadas. A ONG Christian Aid declarou que pelo menos cem mil pessoas estão desabrigadas. Comboios de ajuda humanitária fazem o mesmo trajeto, mas estão sendo retardados pelo grande congestionamento. Antes do cessar-fogo O diretor-geral da Cruz Vermelha Internacional, Jakob Kellenberger, advertiu nesta terça-feira que o retorno em massa da população libanesa ao sul do país por conta do cessar-fogo iniciado no dia anterior deve renovar a pressão pelo trabalho humanitário na região. Kellenberger advertiu que o Exército israelense e o Hezbollah têm um dever diante da comunidade internacional de proteger os civis. "A situação na região permanece extremamente difícil, apesar desses avanços positivos", disse Kellenberger, acrescentando que os civis estão novamente pagando o preço do conflito. Cerca de dez mil refugiados retornaram ao Líbano da Síria nas primeiras oito horas de trégua, iniciada às 2h de Brasília na segunda-feira, segundo uma estimativa das autoridades sírias citada pela agência da ONU para refugiados (Acnur). "Temos pessoas que começaram a viagem de volta antes mesmo do cessar-fogo, para serem os primeiros a atravessar a fronteira quando ele começasse. Há gente que deixou Damasco ao amanhecer para atravessar", disse Jack Redden, porta-voz da Acnur na fronteira entre o Líbano e a Síria. Cerca de 180 mil libaneses buscaram refúgio na Síria. Estradas e pontes destruídas O início da trégua não eliminou a urgência do trabalho humanitário, segundo Kellenberger, da Cruz Vermelha. Durante uma visita ao Líbano, ele teve que chegar à pé à cidade de Tiro, no sul do país, porque as estradas e as pontes de acesso haviam sido destruídas. "Nunca é demais repetir – a população civil precisa ser respeitada", disse ele. "Todas as regras aplicáveis à proteção da população civil permanecem extremamente importantes e é muito importante insistir no respeito a essas regras."
Kellenberger também disse ter pedido ao Hezbollah autorização para visitar os dois soldados israelenses cuja captura pelo grupo deu início ao conflito. A resposta até agora seria negativa. Os funcionários das Nações Unidas dizem que com o cessar-fogo em vigência, eles não terão mais que passar pelo que descrevem como um longo e complicado processo para obter garantias de Israel para entregar ajuda humanitária. Áreas inacessíveis David Shearer, coordenador da ONU no Líbano, disse que não deveria mais haver áreas às quais não se pode ir no país. "Estamos lançando um grande esforço de ajuda para levar suprimentos, equipamentos e as coisas que são necessárias para ajudar essas pessoas que estão indo para o sul", disse ele. Shearer diz que grupos de ajuda humanitária reclamam que a proibição israelense para o tráfico nas estradas no sul do país está prejudicando os esforços para levar ajuda à região. Segundo ele, o trânsito no sul do Líbano permanecerá perigoso por algum tempo por conta de munições e bombas de fragmentação não explodidas. Segundo a agência de notícias France Presse, dois civis foram mortos em locais separados no sul do Líbano na segunda-feira por bombas de fragmentação que explodiram quando eles as tocaram. O Programa de Alimentação da ONU enviou dois comboios à cidade de Tiro, e a Cruz Vermelha está distribuindo suprimentos levados a Tiro por navio. Apesar de a distribuição de suprimentos ainda ser lenta, os agentes de ajuda humanitária conseguiram pela primeira vez chegar a muitos vilarejos na fronteira com Israel. |
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