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Condoleezza Rice encontra premiê libanês em Beirute | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, chegou à capital do Líbano, Beirute, para discutir com líderes do Oriente Médio saídas para a crise regional. Rice chegou em um helicóptero e entrou em Beirute em um comboio militar fortemente armado para um encontro com o primeiro-ministro libanês, Fouad Siniora. Durante o encontro, Rice elogiou "a coragem e o equilíbrio" de Siniora, mas disse também que não deve haver lugar para "grupos terroristas como o Hezbollah" para lançar ataques a partir do território libanês. De lá, a secretária de Estado deve seguir para Israel, onde encontra o primeiro-ministro Ehud Olmert. Está previsto ainda um encontro com o líder palestino Mahmoud Abbas. Mudança de posição Rice desembarca em Beirute demonstrando uma mudança em relação à sua posição anterior sobre o conflito. Ainda em Washington, a secretária havia dito que um cessar-fogo é necessário urgentemente no Líbano. Antes, Condoleezza Rica sustentava que uma tal medida seria uma "falsa promessa". Mas ela ressaltou que as condições têm de ser "sustentáveis", e que "grupos terroristas" como o Hezbollah não podem ter espaço para realizar ataques a partir do território libanês. Um funcionário do governo americano que acompanha Rice diz que a visita a Beirute era uma demonstração de apoio ao governo libanês e que ela anunciaria um pacote de ajuda ao Líbano. Força de paz O primeiro-ministro de Israel, Ehud Olmert, afirmou que está preparado para aceitar uma força de paz européia no sul do Líbano se ela for robusta e tiver poder para comandar. Olmert fez o anúncio depois que seu governo se reuniu com enviados de três governos Europeus. Olmert também pediu que o Líbano cumpra a Resolução 1559 da ONU, que pede o desarmamento de todas as milícias no país. Ataques aéreos israelenses mataram pelo menos oito pessoas no Líbano no domingo. Ataques com foguetes contra Israel, realizados pelo grupo militante libanês Hezbollah, mataram duas pessoas. Um observador militar italiano da ONU foi ferido durante confrontos entre soldados israelenses e militantes do Hezbollah no sul do Líbano. Unifil O governo de Israel afirma que a força de paz que seria aceita tomaria o lugar da Unifil, a fraca força da ONU no sul do Líbano, segundo o correspondente da BBC. Esta poderia ser uma força da Otan ou da União Européia e o primeiro-ministro israelense Ehud Olmert insistiu que esta força teria que ter experiência em combate. Olmert afirmou que estes soldados deveriam controlar postos de fronteira entre a Síria e Líbano e também dar apoio ao Exército do Líbano. Fontes políticas afirmaram à BBC que o governo de Israel não acredita que sua operação militar vai completar a tarefa de desarmar o Hezbollah e acredita que precisa de outra semana ou dez dias para operar. A Arábia Saudita pediu que o governo americano pressionasse por um cessar-fogo entre Israel e o Hezbollah. 'Leis humanitárias' Os bombardeios israelenses ao Líbano são "uma violação das leis humanitárias", disse no domingo o coordenador de ajuda humanitária da ONU, Jan Egeland. "É um uso excessivo de força em uma área com muitos civis", disse. O enviado da ONU, que chegou no sábado à região do conflito, visitou o sul da capital libanesa, Beirute, área que Israel vem bombardeando pesadamente sob alegação de que ali funcionam instalações do Hezbollah. Egeland chegou duas horas depois de outro ataque aéreo de Israel contra Beirute. Israelenses também atingiram a cidade portuária de Sidon, pela primeira vez. A cidade está lotada de refugiados. Egeland disse que quarteirões inteiros de Beirute foram destruídos pelos bombardeios. O coordenador da ONU vem pedindo a Israel que abra um corredor de ajuda humanitária para que sua equipe possa ajudar as vítimas, a maioria civil, dos bombardeios. |
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