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Partido governista do Timor quer permanência de premiê | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O partido governista do Timor Leste, Freitilin, deu seu apoio à permanência no cargo do primeiro-ministro do país, Mari Alkatiri, neste domingo, ignorando uma série de pedidos pela sua saída. Imediatamente após o anúncio da decisão, o ministro da Defesa e do Exterior, José Ramos Horta, renunciou. Alkatiri vinha travando uma luta por poder contra o presidente timorense, Xanana Gusmão, que defende a saída do premiê por causa da recente onda de violência no país. Milhares de manifestantes também têm pedido a renúncia de Alkatiri. No sábado, ele chegou a dizer que estaria pronto para deixar o cargo se o partido assim o desejasse. Ramos Horta Segundo o porta-voz da Presidência timorense, Agio Pereira, o ministro Ramos Horta pediu demissão das duas pastas "porque o governo não está funcionando bem". Ramos Horta ganhou o Prêmio Nobel da Paz por sua longa campanha pela independência do Timor, enquanto vivia no exílio na Austrália. Quase 30 pessoas já morreram no Timor Leste desde março, por causa da violência que começou com o protesto de centenas de soldados demitidos por Alkatiri após uma greve. Na semana passada, Xanana Gusmão mandou uma carta a Alkatiri pedindo sua saída ou ele próprio renunciaria. Mas uma manifestação realizada na sexta-feira pediu para que o presidente permanecesse. Gusmão é um ex-líder guerrilheiro altamente respeitado e é visto como uma das poucas figuras conciliadoras do Timor. Impopular Alkatiri, ao contrário, vem se tornando cada vez menos popular. Muitas pessoas o acusam de ter falhado em evitar a onda de violência, a pior desde a independência do país, em 1999. Ele também foi acusado de ter ajudado a recrutar um "esquadrão" para agir contra seus opositores políticos, o que ele nega. Segundo o correspondente da BBC em Dili, Jonathan Head, hoje existem várias facções armadas no Timor, algumas originadas no Exército e na polícia. Head afirma que, nessas condições, a ONU precisará de alguma forma tentar começar uma nova missão para ajudar a reconstruir as instituições falidas do país. No entanto, segundo ele, as perspectivas não são muito promissoras no momento. |
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