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Atualizado às: 05 de junho, 2006 - 11h24 GMT (08h24 Brasília)
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Parlamento do Timor discute onda de violência no país
Tropas da Malásia passam por casa incendiada
Violência no Timor diminuiu com chegada de forças internacionais
Deputados do Timor Leste deram início a uma reunião de dois dias para discutir formas de conter a violência no país e as medidas de emergência anunciadas pelo governo.

Vários deputados não puderam comparecer à sessão ou se atrasaram, devido aos combates que ainda estão sendo travados entre diferentes facções na capital timorense, Díli.

Na mais recente onda de violência, casas foram incendiadas por gangues rebeldes, e tropas da Austrália e da Malásia lançaram bombas de gás para conter confrontos de rua.

Nesta segunda-feira, o vencedor do prêmio Nobel da Paz e ministro das Relações Exteriores timorense, José Ramos Horta, se encontrou com líderes rebeldes. Horta acumulou o cargo de ministro da Defesa após a recente renúncia do titular da pasta.

Saldo da violência

A violência no Timor Leste matou 20 pessoas nas duas últimas semanas e levou milhares de pessoas a abandonarem suas casas e buscar abrigo na região montanhosa do país.

A situação melhorou com a chegada, há pouco mais de uma semana, de 2 mil soldados de forças de paz internacionais, vindos da Austrália, da Nova Zelândia e da Malásia. Recentemente, as forças de paz foram reforçadas com a chegada a Díli de policiais de Portugal.

As raízes do conflito no Timor datam de fevereiro deste ano, quando cerca de 600 soldados entraram em greve. Os soldados alegavam que militares da parte oeste do país estariam sofrendo discriminações e afirmavam que havia favoritismo nas promoções dentro da corporação que beneficiavam outros grupos étnicos.

No mês seguinte, o governo demitiu todos os soldados que haviam aderido à paralisação, o que representava quase a metade dos 1.400 militares do país. A medida governamental desencadeou protestos violentos por parte dos soldados demitidos e choques com as forças policiais do país.

Desde então, a violência se estendeu aos diferentes grupos étnicos do país, com enfrentamentos sendo travados entre gangues vindas das regiões oeste, que faz fronteira com a Indonésia, e o leste do país, área de onde saíram os militantes que lutaram pela independência do Timor.

Há suspeitas no Timor de que milícias pró-Indonésia, que haviam sido desativadas e que se opuseram à independência do país, em 1999, estariam por trás da recente onda de violência.

A Austrália, que conta com o maior contingente das forças de paz internacionais, defendeu a ida de tropas da ONU para o Timor Leste.

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