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Com García, Peru pode fazer contraponto a Chávez, diz 'FT' | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O jornal britânico Financial Times afirma em reportagem nesta quinta-feira que se Alan García vencer a eleição presidencial no Peru, os Estados Unidos poderão ganhar um aliado regional que faria um contraponto ao presidente da Venezuela, Hugo Chávez. Mas o diário adverte que "Washington não deve esperar muito" de García, a quem chama de "político populista". Segundo o jornal, o candidato peruano "foi aclamado no continente quando ocupou a Presidência por tentar nacionalizar bancos internacionais e restringir pagamentos da dívida". Além do mais, argumenta o jornal, o partido de García, o Apra, "tem uma forte tradição de resistência à influência dos Estados Unidos". Se eleito, o FT prevê que a agenda de García poderá se chocar com a americana em diversos temas. O jornal diz que García atacou o programa de erradicação de coca no país, tem criticado o que chama de "neo-liberalismo" e já deu a entender que irá rever contratos de empresas internacionais no Peru. Mas o Financial Times afirma que a vantagem do ex-presidente peruano é que ele tem rebatido constantemente aos ataques verbais do líder da Venezuela. Segundo o jornal, outros líderes regionais que se opõem a práticas de Chávez, como o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, preferem evitar fazer críticas públicas ao líder venezuelano. Negociação com o Irã O diário americano Washington Post traz editorial que elogia a proposta de negociação dos Estados Unidos com o Irã, classificada como uma "postura inteligente". O jornal comenta que o governo "encontrou uma forma de propor negociação sem recompensar o mau comportamento". O Post comenta que a administração americana corretamente insistiu que o Irã suspenda o enriquecimento e reprocessamento de urânio antes de dar início a quaisquer negociações e condicionou a oferta a "um pacote de cenoura e porrete", com sanções e incentivos que seriam apresentados ao Irã nos próximos dias com o apoio dos europeus e, possivelmente, da China e da Rússia. O diário Boston Globe também elogia a iniciativa americana, ao dizer que "a guinada dramática" da administração Bush "foi a coisa certa a se fazer e foi feita na hora certa". De acordo com o jornal, a secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, "deu ao Irã uma escolha clara: obter benefícios econômicos e diplomáticos e poder explorar a energia nuclear para fins pacíficos sob condições aceitas pela Agência Internacional de Energia Atômica ou sofrer isolamento diplomático, bem como sofrer sanções econômicas". Xanana, o ícone O britânico The Times traz um perfil do presidente do Timor Leste, no qual afirma que "José Alexandre Gusmão, conhecido por amigos e inimigos como Xanana, é um dos poucos homens vivos que merece ser chamado de ícone". O diário acrescenta que "o território pelo qual ele lutou pode ser pequeno, mas, graças à inspiração que ele deu ao povo timorense, ele é um Mandela, um Guevara, quase, à sua maneira modesta, um Churchill, para sua população. A recente onda de violência e anarquia no Timor diminuíram a sua aura, mas jamais poderão apagá-la de vez". O jornal aborda a trajetória política de Xanana, seu início como líder guerrilheiro, sua resistência à "brutal ocupação" de seu país pela Indonésia e a passagem pela prisão, "que em vez de neutralizá-lo, tornou-o mais poderoso". De acordo com o Times, o líder timorense é um "bem valioso" e "poucos países em sua história são abençoados com um Xanana". O jornal conclui que os timorenses podem ter dado sorte em poucas coisas, mas foram abençoados com a sorte de ter Xanana Gusmão. |
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