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Austrália pede reconciliação no Timor Leste | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O ministro da Relações Exteriores da Austrália, Alexander Downer, fez um apelo por reconciliação política para acabar com dez dias de confrontos no Timor Leste. Downer está visitando a capital timorense, Dili, por um dia neste sábado e se encontrou com líderes do país. Após o encontro, o ministro australiano disse que não há sinais de que a Indonésia esteja por trás da onda de violência, que já forçou milhares de pessoas a deixarem suas casas em Dili. O ministro das Relações Exteriores do Timor Leste, José Ramos Horta, que assumiu a segurança no país após a saída dos ministros da Defesa e do Interior, disse que vai trabalhar com todos os lados para resolver a crise. A violência começou depois que um grupo de 600 soldados que protestavam contra discriminação por virem da parte oeste do país foram demitidos do Exército. Pela maior proximidade com a Indonésia, distritos no lado ocidental do Timor Leste sofreram maior influência da ocupação do que distritos na parte leste, de onde vieram muitos heróis da independência timorense. Essa diferença é uma das razões para as divisões que ainda existem entre a população do pequeno país, o mais pobre do sudeste da Ásia. Portugal A Austrália enviou cerca de 1.300 soldados e policiais para tentar conter a situação. Portugal, um dos quatro países que concordaram em enviar soldados para o Timor Leste, se recusou a permitir que suas tropas fiquem sob controle dos australianos. As tropas da Austrália compõem a maior parte do contingente de 2.500 soldados e comandam as tropas da Malásia e da Nova Zelândia. Na semana passada, diplomatas portugueses receberam garantias pro escrito da administração do Timor Leste de que suas tropas responderiam diretamente ao governo timorense. Em resposta às tentativas australianas de convencer Portugal a aceitar seu comando, o ministro das Relações Exteriores português, Diogo Freitas do Amaral disse que suas tropas nunca aceitarão ser "subordinadas ao comando operacional de estrangeiros", a não ser das Nações Unidas. "Essa posição não é de forma alguma contra a Austrália e seria adotada com qualquer outro país", disse o ministro. Portugal - que colonizou o Timor Leste - foi um dos países mais envolvidos em ajudar os timorenses a conseguirem a independência da Indonésia em 2002. |
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