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Atualizado às: 31 de maio, 2006 - 15h07 GMT (12h07 Brasília)
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Tropas de paz devem ficar mais 6 meses no Timor
Jovens atearam fogo em carros
Muitas casas e veículos foram incendiados na capital do Timor, Díli
Os cerca de 1,3 mil soldados australianos enviados na semana passada para controlar a situação no Timor Leste devem permanecer no país por até seis meses, e um grupo menor até as eleições do ano que vem, de acordo com funcionários do governo da Austrália.

Apesar da presença de tropas de paz estrangeiras, a violência no país continua.

O ministro do Exterior da Austrália, Alexander Downer, afirmou que a situação não pode ser resolvida por meio de conciliação política – uma opinião que é compartilhada por todo o grupo de 15 nações que financiam o país e que divulgaram um comunicado conjunto nesta quarta-feira.

O presidente timorense, Xanana Gusmão, assumiu os poderes em caráter emergencial na terça-feira em mais uma tentativa de acalmar os ânimos.

Ele também assumiu pessoalmente o controle das Forças Armadas para tentar restaurar a estabilidade.

Líder da resistência

Durante os 24 anos de ocupação da Indonésia no Timor Leste, Xanana foi um dos principais líderes da resistência armada timorense.

Nas últimas semanas, confrontos entre ex-soldados, gangues de jovens e as forças de segurança timorenses provocaram uma onda de violência e forçaram o envio de tropas de paz estrangeiras ao país na última quinta-feira.

Depois de fracassar nas tentativas de restaurar a estabilidade, o primeiro-ministro do Timor Leste, Mari Alkatiri, recebeu vários apelos para se demitir, mas se recusa a entregar o cargo.

Ele alega que essas decisões devem ser tomadas pelo povo durante as eleições.

No início dessa semana, a capital do Timor Leste começou a registrar saques, cinco dias após a chegada das tropas de paz da Austrália para patrulhar a cidade.

Saques

Muitos prédios e veículos foram queimados e lojas vêm sendo saqueadas pela população que aos poucos está ficando sem mantimentos.

Dezenas de milhares de pessoas já abandonaram suas casas e agências assistenciais estão alertando para uma crise.

Junto com os saques, gangues de jovens armados com facões estão apavorando os moradores.

O estopim para a onda de violência que começou na semana passada teria sido a demissão de 600 soldados de um contingente de 1,4 mil no mês de março.

Ministro das Relações Exteriores do Timor Leste, José Ramos HortaRamos Horta
Ajuda militar do Brasil seria 'bem-vinda'.
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