|
Premiê do Timor acusa presidente de planejar golpe | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O primeiro-ministro do Timor Leste, Mari Alkatiri, acusou o presidente do país, Xanana Gusmão, de planejar um golpe de estado. A acusação ocorre no momento em que o país enfrenta uma das piores ondas de violência dos últimos anos. Soldados australianos teriam interceptado um grupo de pessoas que se dirigia em direção ao hotel em que Alkatiri concedia uma entrevista coletiva. Neste sábado, a Organização das Nações Unidas (ONU) ordenou que funcionários do seu quadro pessoal que ocupam cargos considerados não-essenciais saiam do Timor Leste em função do aumento da violência no país. A mesma medida foi tomada pelas Embaixadas dos Estados Unidos e da Austrália na quarta-feira. Ao longo da semana, os confrontos entre policiais e soldados militares resultaram em pelo menos 20 mortos. Na sexta-feira, após um período de calma com a chegada de tropas estrangeiras, milícias civis armadas ocuparam as ruas ao sul da capital Díli, ateando fogo em casas. Abrigo Centenas de pessoas deixaram as suas casas aos gritos e foram buscar abrigo em igrejas. Tanques do Exército da Austrália, que está mandando mais de mil soldados para ajudar o governo timorense, tentavam restaurar a ordem. Os combates estão sendo considerados os mais graves desde que o Timor Leste conquistou a independência da Indonésia, em 1999. A violência foi desencadeada pela demissão de centenas de soldados timorenses, em março, depois de uma greve em que denunciaram supostos casos de discriminação. O presidente de Timor Leste, Xanana Gusmão, disse que as forças de segurança estrangeiras deixarão o país após a captura dos responsáveis pela onda de violência, incluindo o major demitido Alfredo Reinaldo, apontado como suposto líder do levante. "A população do Timor Leste não aceitou o ataque do major Alfredo Reinaldo às nossas tropas", disse Gusmão à agência de notícias Associated Press. "Nós o caçaremos para terminar com a violência." |
NOTÍCIAS RELACIONADAS Tensão diminui com a chegada de mais tropas ao Timor26 maio, 2006 | BBC Report Brasileiros temem violência no Timor e buscam abrigo25 maio, 2006 | BBC Report Forças de paz chegam ao Timor após noite violenta25 de maio, 2006 | Notícias Violência volta às ruas da capital do Timor Leste25 de maio, 2006 | Notícias Após violência, novas tropas são enviadas ao Timor24 de maio, 2006 | Notícias LINKS EXTERNOS A BBC não se responsabiliza pelo conteúdo dos links externos indicados. | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
| |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||