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Atualizado às: 27 de maio, 2006 - 08h42 GMT (05h42 Brasília)
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Premiê do Timor acusa presidente de planejar golpe
O primeiro-ministro do Timor Leste, Mari Alkatiri
Civis armados atearam fogo em casas e carros no sul da capital Díli
O primeiro-ministro do Timor Leste, Mari Alkatiri, acusou o presidente do país, Xanana Gusmão, de planejar um golpe de estado.

A acusação ocorre no momento em que o país enfrenta uma das piores ondas de violência dos últimos anos.

Soldados australianos teriam interceptado um grupo de pessoas que se dirigia em direção ao hotel em que Alkatiri concedia uma entrevista coletiva.

Neste sábado, a Organização das Nações Unidas (ONU) ordenou que funcionários do seu quadro pessoal que ocupam cargos considerados não-essenciais saiam do Timor Leste em função do aumento da violência no país.

A mesma medida foi tomada pelas Embaixadas dos Estados Unidos e da Austrália na quarta-feira.

Ao longo da semana, os confrontos entre policiais e soldados militares resultaram em pelo menos 20 mortos.

Na sexta-feira, após um período de calma com a chegada de tropas estrangeiras, milícias civis armadas ocuparam as ruas ao sul da capital Díli, ateando fogo em casas.

Abrigo

Centenas de pessoas deixaram as suas casas aos gritos e foram buscar abrigo em igrejas.

Tanques do Exército da Austrália, que está mandando mais de mil soldados para ajudar o governo timorense, tentavam restaurar a ordem.

Os combates estão sendo considerados os mais graves desde que o Timor Leste conquistou a independência da Indonésia, em 1999.

A violência foi desencadeada pela demissão de centenas de soldados timorenses, em março, depois de uma greve em que denunciaram supostos casos de discriminação.

O presidente de Timor Leste, Xanana Gusmão, disse que as forças de segurança estrangeiras deixarão o país após a captura dos responsáveis pela onda de violência, incluindo o major demitido Alfredo Reinaldo, apontado como suposto líder do levante.

"A população do Timor Leste não aceitou o ataque do major Alfredo Reinaldo às nossas tropas", disse Gusmão à agência de notícias Associated Press. "Nós o caçaremos para terminar com a violência."

Ministro das Relações Exteriores do Timor Leste, José Ramos HortaRamos Horta
Ajuda militar do Brasil seria 'bem-vinda'.
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