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Atualizado às: 25 de maio, 2006 - 04h33 GMT (01h33 Brasília)
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Violência volta às ruas da capital do Timor Leste
Confronto no Timor Leste
Greve de soldados desencadeou onda de violência no país
A capital do Timor Leste, Dili, foi palco de novos choques entre forças do governo e soldados rebeldes nesta quinta-feira, num momento em que a Austrália se prepara para o envio de tropas com o objetivo de ajudar a acalmar distúrbios.

As autoridades australianas dizem que os seus soldados podem chegar no Timor Leste até o final do dia.

O país enfrenta a pior onda de violência desde sua separação da Indonésia, em 1999.

Portugal também concordou em enviar policiais paramilitares.

Mas a primeira-ministra da Nova Zelândia, Helen Clark, disse que quer esclarecimentos antes de integrar a missão.

O governo do Timor Leste apelou por ajuda externa depois que ex-soldados insatisfeitos demitidos após uma greve se revoltaram.

Centenas de militares foram dispensados em março, depois de cruzarem os braços alegando existirem casos de discriminação na força.

Desde então, pelo menos sete pessoas já foram mortas em confrontos entre o grupo e forças de segurança. Houve tiroteio nas ruas da capital Díli.

Segundo correspondentes, a questão está catalizando dissidência em torno de outros problemas do país, especialmente do alto índice de desemprego entre jovens.

Oferta estrangeira

O ministro da Defesa da Austrália, Brendan Nelson, disse que seu país estava oferecendo o envio de até 1,3 mil soldados e de três navios de guerra, além de outros equipamentos.

Em Portugal - antigo poder colonial em Timor Leste - o primeiro-ministro José Sócrates disse que seu governo enviaria um contingente de polícia paramilitar em "um gesto de solidariedade".

Caça ao líder

O presidente de Timor Leste, Xanana Gusmão, disse que as forças de segurança estrangeiras deixarão o país após a captura dos responsáveis pela onda de violência, incluindo o major demitido Alfredo Reinaldo, apontado como suposto líder do levante.

"A população do Timor Leste não aceitou o ataque do major Alfredo Reinaldo às nossas tropas", disse Gusmão à agência de notícias Associated Press. "Nós o caçaremos para terminar com a violência."

A Austrália já havia liderado a força de paz da ONU no Timor Leste em 1999 para encerrar a onda de violência após a aprovação da independência em um referendo.

O país se tornou formalmente independente em 2002, e as forças de paz estrangeiras só saíram em 2005.

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