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Após violência, novas tropas são enviadas ao Timor | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Tropas estrangeiras estão sendo enviadas para o Timor Leste a fim de retomar a ordem no país após uma onda de violência envolvendo militares. O ministro das Relações Exteriores timorense, José Ramos Horta, disse nesta quarta-feira que tropas da Austrália, da Nova Zelândia e de Portugal chegarão ao país "o mais breve possível". A violência foi desencadeada pela demissão de centenas de soldados timorenses, em março, depois de uma greve em que denunciaram supostos casos de discriminação. Desde então, pelo menos sete pessoas já foram mortas em confrontos entre o grupo e forças de segurança. Houve tiroteio nas ruas da capital Díli. Brasil Os combates atuais estão sendo considerados os mais graves desde que o Timor Leste conquistou a independência da Indonésia, em 1999. O governo timorense disse que está investigando as alegações de discriminação dos soldados, mas analistas políticos dizem que outros problemas estão em jogo na atual crise, principalmente, o alto índice de desemprego entre os jovens. Com a piora da situação nos últimos dois dias, os Estados Unidos e a Austrália começaram a retirar alguns dos seus funcionários nas embaixadas. Os vôos para o exterior estavam todos lotados. O quadro de avisos do site da Embaixada do Brasil no Timor Leste não tem nenhum comunicado direcionado à comunidade brasileira no país. Oferta estrangeira O ministro da Defesa da Austrália, Brendan Nelson, disse que seu país estava oferecendo o envio de até 1,3 mil soldados e de três navios de guerra, além de outros equipamentos. Em Portugal - antigo poder colonial em Timor Leste - o primeiro-ministro José Sócrates disse que seu governo enviaria um contingente de polícia paramilitar em "um gesto de solidariedade". A Nova Zelândia estava enviando 60 soldados a Díli, enquanto o gabinete da Malásia discutia um pedido de ajuda. "Esta decisão foi tomada por causa da dificuldade da defesa nacional em garantir a segurança desta nação", disse Ramos Horta. Segundo ele, o contingente estrangeiro acalmaria a situação e criaria um espaço para diálogo. Caça ao líder O presidente de Timor Leste, Xanana Gusmão, disse que as forças de segurança estrangeiras deixarão o país após a captura dos responsáveis pela onda de violência, incluindo o major demitido Alfredo Reinaldo, apontado como suposto líder do levante. "A população do Timor Leste não aceitou o ataque do major Alfredo Reinaldo às nossas tropas", disse Gusmão à agência de notícias Associated Press. "Nós o caçaremos para terminar com a violência." A Austrália já havia liderado a força de paz da ONU no Timor Leste em 1999 para encerrar a onda de violência após a aprovação da independência em um referendo. O país se tornou formalmente independente em 2002, e as forças de paz estrangeiras só saíram em 2005. | NOTÍCIAS RELACIONADAS Capital do Timor perdeu 75% da população, diz ONU05 de maio, 2006 | Notícias Protestos deixam dois mortos no Timor Leste28 de abril, 2006 | Notícias Lista de atrocidades é para 'curar feridas', diz líder do Timor21 de janeiro, 2006 | Notícias LINKS EXTERNOS A BBC não se responsabiliza pelo conteúdo dos links externos indicados. | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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