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Atualizado às: 21 de janeiro, 2006 - 07h31 GMT (05h31 Brasília)
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Lista de atrocidades é para 'curar feridas', diz líder do Timor
Xanana Gusmão
Líder do Timor foi a Nova York entregar documento à ONU
O presidente do Timor Leste, Xanana Gusmão, disse que o relatório sobre supostas atrocidades cometidas pela Indonésia no país deve servir para “curar feridas”, e não para levar a punições.

Gusmão entregou o relatório na sexta-feira à Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York.

O documento afirma que entre 84 mil e 183 mil pessoas foram assassinadas ou morreram de fome ou por causa de doenças durante os 24 anos em que o Timor Leste ficou sob o poder da Indonésia.

Além disso, afirma que estupros e tortura eram amplamente disseminados e que as forças indonésias usaram gás napalm contra a população do país.

A Indonésia afirmou que o relatório não ajuda em nada e que os países deveriam olhar para o futuro.

“Esta é uma guerra de números e de dados sobre coisas que jamais aconteceram”, disse o ministro da Defesa indonésio, Juwono Sudarsono.

“Como poderíamos ter usado napalm, se naquela época não tínhamos nem a capacidade de importar, quem dirá fabricar napalm?”

Disposição

Gusmão entregou o relatório ao secretário-geral da ONU, Kofi Annan.

O documento também faz críticas às táticas do movimento de resistência timorense, que era comandado pelo atual presidente do país.

“Nós aceitamos os resultados do relatório como uma forma de curar feridas”, disse Gusmão na ONU.

“Os números podem ser contestados. Mas não é tão importante olhar para os números”, afirmou.

“O mais importante é olhar para as lições. Nós não advogamos uma justiça punitiva, e sim restaurativa.”

A correspondente da BBC em Jacarta Rachel Harvey diz que Gusmão se esforçou para tentar minimizar o impacto do relatório, que tem 2,5 mil páginas.

A jornalista diz que nem na Indonésia nem no próprio Timor Leste existe disposição para perseguir as pessoas que foram responsáveis pela violência.

O relatório foi produzido pela Comissão de Recepção, Verdade e Reconciliação do Timor Leste e se baseia em entrevistas com milhares de testemunhas.

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