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ONU emite mandado de prisão contra candidato à Presidência indonésio | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Um tribunal apoiado pela Organização das Nações Unidas (ONU) no Timor Leste emitiu um mandado para a prisão de um dos principais candidatos à Presidência da Indonésia, o general Wiranto. O ex-chefe militar foi acusado de violação dos direitos humanos depois do plebiscito pela independência do Timor Leste, em 1999. Cerca de mil pessoas morreram durante a violência, em massacres largamente atribuídos à ação de milícias ligadas ao Exército indonésio. O general Wiranto foi indiciado formalmente por crimes de guerra em fevereiro de 2003, porque, como chefe das Forças Armadas durante a campanha, foi responsabilizado por assassinatos "cometidos no contexto de um ataque generalizado e sistemático à população civil no Timor Leste". O mandado será enviado à Interpol (polícia internacional), o que significa que o general Wiranto pode ser preso se sair da Indonésia. A correspondente da BBC na capital indonésia, Jacarta, Rachel Harvey, afirma que isso apresenta um problema fundamental para um homem que quer ser presidente de seu país. Apesar das alegações contra ele, Wiranto ainda é popular na Indonésia, e no mês passado ele foi escolhido para ser o candidato do Partido Golkar nas eleições de julho. O Partido Golkar sustentou, durante mais de 30 anos, a ditadura o general Suharto na Indonésia. O advogado do general disse à BBC acreditar que o mandado foi emitido agora por motivos políticos. Pesquisas de opinião indicam que o general Wiranto está em terceiro na corrida presidencial na Indonésia. As pesquisas estão sendo lideradas por Susilo Bambang Yudhoyono, do Partido Democrata, seguido da atual presidente, Megawati Sukarnoputri. |
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