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Atualizado às: 20 de maio, 2005 - 13h58 GMT (10h58 Brasília)
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Tropas das Nações Unidas deixam o Timor Leste
Xanana Gusmão
O presidente do Timor Leste reconheceu que independência é um processo longo
Centenas de soldados das forças de paz das Nações Unidas deixam o Timor Leste nesta sexta-feira, reduzindo a missão de paz da ONU no país a um pequeno grupo de civis e militares que permanecerão no país por mais um ano.

A ONU vem apoiando o Timor Leste desde que o país decidiu se tornar independente da Indonésia, num plebiscito em 1999.

Em cerimônia para marcar a data, o presidente Xanana Gusmão disse a milhares de pessoas reunidas em um estádio na capital, Dili, que muito ainda tem que ser feito para construir a nação e reduzir a pobreza.

Mas Gusmão afirmou que o povo do Timor Leste tem grande poder de recuperação e reconheceu que a independência é um longo processo.

Plebiscito

O plebiscito foi marcado pela violência, que deixou cerca de 1,5 mil mortos.
Em 20 de maio de 2002, depois de dois anos sob a administração da ONU, o Timor Leste se tornou o país mais jovem do mundo, mas a organização manteve a missão no país.

Mesmo com a saída das tropas de paz, a luta pela autonomia continua. O próprio Gusmão admite que o Timor depende da ajuda externa.

A ONU chegou a ter nove mil soldados no Timor. Agora os últimos 1,3 mil que restavam estão arrumando as malas e batendo em retirada.

Seis anos depois de ter decidido enviar as tropas para o país, o Conselho de Segurança concluiu que elas não são mais necessárias, mas resolveu manter uma pequena equipe de conselheiros por mais um ano.

O Timor Leste ainda tem de lidar com a herança deixada pelas milícias pró-Jacarta: assassinatos em massa, deportações forçadas e destruição da infra-estrutura – tudo perpetrado, muitos acreditam, com o apoio das forças de segurança indonésias.

Com esse passado, o caminho da independência do Timor tem sido longo e difícil.

A economia, amplamente baseada em café, petróleo e exportações de gás, ainda não está criando empregos suficientes. A incipiente força policial ainda está aprendendo o ofício. E apenas um quarto dos suspeitos indiciados pela violência que se seguiu ao plebiscito de 1999 foram levados a julgamento.

O Timor Leste e a Indonésia recentemente criaram conjuntamente a Comissão da Verdade e da Amizade, mas ela não terá poder para emitir condenações.

Seis anos depois, os dois governos se esforçam para estabelecer um novo relacionamento para o futuro, ainda que isso signifique deixar a justiça de lado.

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