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Forças de paz chegam ao Timor após noite violenta | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O primeiro contingente de tropas internacionais chegou nesta quinta-feira a Díli, capital do Timor Leste, atendendo a um pedido de ajuda feito pelo governo timorense que tenta conter a pior onda de violência no país desde a independência, em 1999. Os 150 soldados australianos desembarcaram na capital após uma madrugada em que Díli foi palco de novos confrontos entre forças do governo e ex-soldados. Eles são os primeiros de um grupo de 1,3 mil australianos prometido pelo governo da Austrália. A Austrália liderou a força de paz da ONU– da qual o Brasil também fazia parte–enviada para o país em setembro de 1999 para conter a ação de milícias pró-Indonésia após o plebiscito pela independência. "Discriminação" Na quarta-feira, o ministro do Exterior do Timor Leste, José Ramos Horta, pediu ajuda militar à Austrália, Malásia, Portugal e Nova Zelândia. Os três primeiros países concordaram em atender o pedido. Em Portugal – que controlou Timor Leste até 1975 –, o primeiro-ministro José Sócrates disse que seu governo enviará um contingente de policiais em "um gesto de solidariedade". A Nova Zelândia ainda analisa o pedido. Em entrevista à BBC Brasil, Ramos Horta disse que a colaboração do Brasil seria bem-vinda, acrescentando, porém, que o país já ajuda bastante e que nenhum contato foi feito, por enquanto, com o governo brasileiro. Os confrontos no Timor Leste começaram em abril quando um grupo de cerca de 600 soldados – quase a metade da força de 1,4 mil do país – fez uma greve em protesto contra supostos casos de discriminação contra militares da parte oeste do país. Desde então, pelo menos oito pessoas já foram mortas em choques entre o grupo de ex-soldados e forças de segurança. Milhares de pessoas deixaram suas casas e estão em abrigos temporários oferecidos pelo governo e por agências de ajuda internacionais. A disputa nas forças armadas acabou servindo de catalizador de outros problemas do país, como o alto índice de desemprego entre jovens, que têm se unido aos ex-soldados nos atuais confrontos. O presidente de Timor Leste, Xanana Gusmão, disse que as forças de segurança estrangeiras deixarão o país após a captura dos responsáveis pela onda de violência, incluindo o major demitido Alfredo Reinaldo, apontado como suposto líder do levante. "Nós o caçaremos para terminar com a violência", disse Gusmão à agência de notícias Associated Press. Em 1999, a maioria dos timorenses aprovou em plebiscito a separação da Indonésia, que dominava o território desde 1976. O resultado contrário à presença da Indonésia desencadeou uma reação violenta de milícias pró-Indonésia que causou a morte de milhares de pessoas e destruiu boa parte da infra-estrutura do país. A crise levou a Organização das Nações Unidas (ONU) a intervir no país, que foi administrado por representantes da organização até a eleição do atual presidente Xanana Gusmão, em 2002. |
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