70 anos 1938-2008
Español
Português para a África
Árabe
Chinês
Russo
Inglês
Outras línguas
Atualizado às: 25 de maio, 2006 - 10h02 GMT (07h02 Brasília)
Envie por e-mailVersão para impressão
Forças de paz chegam ao Timor após noite violenta
Confronto no Timor Leste
Greve de soldados desencadeou onda de violência no país
O primeiro contingente de tropas internacionais chegou nesta quinta-feira a Díli, capital do Timor Leste, atendendo a um pedido de ajuda feito pelo governo timorense que tenta conter a pior onda de violência no país desde a independência, em 1999.

Os 150 soldados australianos desembarcaram na capital após uma madrugada em que Díli foi palco de novos confrontos entre forças do governo e ex-soldados.

Eles são os primeiros de um grupo de 1,3 mil australianos prometido pelo governo da Austrália.

A Austrália liderou a força de paz da ONU– da qual o Brasil também fazia parte–enviada para o país em setembro de 1999 para conter a ação de milícias pró-Indonésia após o plebiscito pela independência.

"Discriminação"

Na quarta-feira, o ministro do Exterior do Timor Leste, José Ramos Horta, pediu ajuda militar à Austrália, Malásia, Portugal e Nova Zelândia. Os três primeiros países concordaram em atender o pedido.

Em Portugal – que controlou Timor Leste até 1975 –, o primeiro-ministro José Sócrates disse que seu governo enviará um contingente de policiais em "um gesto de solidariedade". A Nova Zelândia ainda analisa o pedido.

Em entrevista à BBC Brasil, Ramos Horta disse que a colaboração do Brasil seria bem-vinda, acrescentando, porém, que o país já ajuda bastante e que nenhum contato foi feito, por enquanto, com o governo brasileiro.

Os confrontos no Timor Leste começaram em abril quando um grupo de cerca de 600 soldados – quase a metade da força de 1,4 mil do país – fez uma greve em protesto contra supostos casos de discriminação contra militares da parte oeste do país.

Desde então, pelo menos oito pessoas já foram mortas em choques entre o grupo de ex-soldados e forças de segurança.

Milhares de pessoas deixaram suas casas e estão em abrigos temporários oferecidos pelo governo e por agências de ajuda internacionais.

A disputa nas forças armadas acabou servindo de catalizador de outros problemas do país, como o alto índice de desemprego entre jovens, que têm se unido aos ex-soldados nos atuais confrontos.

O presidente de Timor Leste, Xanana Gusmão, disse que as forças de segurança estrangeiras deixarão o país após a captura dos responsáveis pela onda de violência, incluindo o major demitido Alfredo Reinaldo, apontado como suposto líder do levante.

"Nós o caçaremos para terminar com a violência", disse Gusmão à agência de notícias Associated Press.

Em 1999, a maioria dos timorenses aprovou em plebiscito a separação da Indonésia, que dominava o território desde 1976.

O resultado contrário à presença da Indonésia desencadeou uma reação violenta de milícias pró-Indonésia que causou a morte de milhares de pessoas e destruiu boa parte da infra-estrutura do país.

A crise levou a Organização das Nações Unidas (ONU) a intervir no país, que foi administrado por representantes da organização até a eleição do atual presidente Xanana Gusmão, em 2002.

Ministro das Relações Exteriores do Timor Leste, José Ramos HortaRamos Horta
Ajuda militar do Brasil seria 'bem-vinda'.
NOTÍCIAS RELACIONADAS
Protestos deixam dois mortos no Timor Leste
28 de abril, 2006 | Notícias
Protestos deixam dois mortos no Timor Leste
28 de abril, 2006 | Notícias
LINKS EXTERNOS
A BBC não se responsabiliza pelo conteúdo dos links externos indicados.
ÚLTIMAS NOTÍCIAS
Envie por e-mailVersão para impressão
Tempo|Sobre a BBC|Expediente|Newsletter
BBC Copyright Logo^^ Início da página
Primeira Página|Ciência & Saúde|Cultura & Entretenimento|Vídeo & Áudio|Fotos|Especial|Interatividade|Aprenda inglês
BBC News >> | BBC Sport >> | BBC Weather >> | BBC World Service >> | BBC Languages >>
Ajuda|Fale com a gente|Notícias em 32 línguas|Privacidade