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Presidente do Timor recua em ameaça de renúncia | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O presidente do Timor Leste, Xanana Gusmão, voltou atrás na sua ameaça de deixar o cargo. Gusmão tinha dito ontem que deixaria a presidência caso o primeiro-ministro Mari Alkatiri não renunciasse, mas resolveu "honrar a constituição". "Cumprirei minhas obrigações baseadas nas suas exigências", ele afirmou a uma multidão de 4 mil pessoas em Dili, capital do país. No início desta semana, o presidente enviou uma carta ao premiê exigindo que ele renunciasse ao seu mandato. Gusmão dizia na carta que tinha perdido a confiança em Alkatiri depois de ter visto um documentário feito pela TV australiana onde um ministro de Alkatiri, Rogério Lobato, era acusado de ter formado uma milícia paramilitar para eliminar adversários políticos. Na última quinta-feira, Alkatiri respondeu à solicitação de Gusmão e disse que não deixaria o cargo porque tinha o apoio do seu partido, o Fretilin. Apoio popular Ex-líder da guerrilha de libertação do Timor, Xanana Gusmão tem uma popularidade grande e é o político mais respeitado no país. O premiê Alkatiri ainda tem o apoio de seu partido, mas é cada vez mais mal-visto pela população, que o responsabiliza por não ter conseguido conter a atual crise. O Fretilin tem uma reunião marcada para sábado, onde várias possibilidades serão discutidas, entre elas, a renúncia do primeiro-ministro e de todo o ministério, de acordo com a agência de notícias Lusa. Contudo, a extensão da crise política poderia provocar novas manifestações populares e mais confusão. Várias facções armadas – algumas originadas no exército e na polícia – estão apoiando os partidários de um dos dois políticos, segundo o correspondente da BBC, Jonathan Head. Segundo Head, a ONU pode ter de intervir na situação para ajudar a fortalecer as instituições do país, seriamente fragilizadas com a crise. Pior crise A crise política do Timor Leste é a pior desde a independência do país em 1999 e até agora já deixou 21 mortos e milhares de pessoas deixaram suas casas. A tensão começou em março, com a demissão de centenas de soldados timorenses, depois de uma greve onde eles denunciaram supostos casos de discriminação. | NOTÍCIAS RELACIONADAS Xanana Gusmão ameaça renunciar no Timor Leste22 de junho, 2006 | Notícias Presidente pede a renúncia do primeiro-ministro no Timor21 de junho, 2006 | Notícias Rebeldes começam a entregar armas no Timor16 de junho, 2006 | Notícias Parlamento do Timor discute onda de violência no país05 de junho, 2006 | Notícias Austrália pede reconciliação no Timor Leste03 de junho, 2006 | Notícias | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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