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Atualizado às: 16 de junho, 2006 - 13h03 GMT (10h03 Brasília)
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Rebeldes começam a entregar armas no Timor
Forças de Paz da ONU foram chamadas para manter a ordem
Soldados rebeldes no Timor Leste começaram a entregar suas armas à Força de Paz multinacional.

Mais de uma dúzia de armas foram entregues a soldados australianos e o líder rebelde, major Alfredo Reinaldo, afirmou que seus 600 homens são leais ao presidente Xanana Gusmão – que assumiu o controle do país após a crise deste mês. Reinaldo insistiu também que seus homens vão obedecer à ordem presidencial e desarmar-se.

O major entregou seu rifle M-16 a soldados australianos e disse que "todos têm que cooperar. Este é apenas outro mecanismo para alcançar o objetivo, que é paz e Justiça".

Mas os rebeldes ainda estão exigindo a renúncia do primeiro-ministro Mari Alkatiri, que os demitiu em março passado depois que eles desertaram reclamando de discriminação.

Violência

As demissões levaram à violência nas ruas da capital, Díli, em que pelo menos 21 pessoas morreram e mais de 130 mil foram obrigadas a abandonar suas casas.

Mais de 2,2 mil soldados da Força de Paz estão patrulhando as ruas da cidade em uma tentativa de manter a ordem.

O brigadeiro Mick Slater, que comanda as Forças de Paz lideradas pelos australianos e enviadas ao Timor Leste para restaurar a ordem, disse que espera que o desarmamento vá funcionar.

"Não me engano por nem um minuto e não acho que todas as armas vão ser entregues hoje. Acho que vai ser um processo gradual que vai durar vários dias", disse a repórteres.

Ele também admitiu que muitas armas vão ficar escondidas nas colinas que rodeiam Díli "por muitos anos".

De acordo com Slater, os rebeldes vão receber proteção em retorno da entrega das armas e devem ficar em suas bases nas cidades de Maubisse e Gleno.

"Desde que fiquem nestas áreas, eles vão receber total proteção das forças internacionais para garantir que não haja agressões contra eles", disse Slater, para quem a proteção "vai garantir que eles fiquem confiantes para iniciar negociações com o presidente e com outros membros do governo".

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