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Presidente pede a renúncia do primeiro-ministro no Timor | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O presidente do Timor Leste, Xanana Gusmão, pediu a renúncia imediata do primeiro-ministro Mari Alkatiri. Gusmão fez o pedido em uma carta enviada ao premiê, em que ele diz que Alkatiri deve renunciar ou corre o risco de ser deposto. O correspondente da BBC no Timor, Jonathan Head, disse que a decisão do primeiro-ministro é aguardada para esta quinta, conforme informou o seu porta-voz. De acordo com a agência de notícias Lusa, Gusmão disse que perdeu a confiança no primeiro-ministro depois de ver um documentário australiano que afirmava que Alkatiri fornecia armas para civis. No programa, o ministro do interior de Alkatiri, Rogério Lobato, é acusado de recrutar e armar uma milícia paramilitar para tentar eliminar rivais políticos. O premiê diz que a acusação é falsa e procuradores timorenses dizem que não há provas de que haja envolvimento de Alkatiri no caso. “Estou certo de que até o presente momento não há nenhuma prova concreta que envolva o primeiro-ministro”, disse o procurador-geral Longuinhos Monteiro em entrevista à agência AFP. Renúncia Vincente Maubucy Ximenes é um dos políticos do Fretilin, partido do primeiro-ministro, que estão pedindo a renúncia de Alkatiri Segundo Ximenes, vários outros membros do Fretilin também querem a saída de Alkatiri. “Pedimos ao presidente para suspendê-lo [Alkatiri] do cargo de primeiro-ministro e formar um governo de transição até a eleição do ano que vem”, disse Ximenes. Jorge Teme, membro do comitê central do partido, tem opinião similar. “Com a renúncia de Alkatiri nós temos como encontrar uma solução para o nosso problema”, afirmou Teme.
As críticas ao governo de Alkatiri se intensificaram em virtude da sua incapacidade de controlar a onda de violência que assola o país desde o final de maio. O governo timorense solicitou ajuda internacional para restaurar a ordem e uma força de paz de 2.200 soldados está no Timor. A crise, que já deixou pelo menos 21 mortos, é considerada a mais grave desde que o Timor Leste conseguiu a sua independência da Indonésia em 1999. A violência foi desencadeada pela demissão de centenas de soldados timorenses, em março, depois de uma greve em que eles denunciaram supostos casos de discriminação. | NOTÍCIAS RELACIONADAS Rebeldes começam a entregar armas no Timor16 de junho, 2006 | Notícias Parlamento do Timor discute onda de violência no país05 de junho, 2006 | Notícias Austrália pede reconciliação no Timor Leste03 de junho, 2006 | Notícias Nobel da Paz assume segurança no Timor02 de junho, 2006 | Notícias Tropas de paz devem ficar mais 6 meses no Timor 31 de maio, 2006 | Notícias | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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