|
Premiê do Timor diz estar pronto para renunciar | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O primeiro-ministro do Timor Leste, Mari Alkatiri, disse que está preparado para renunciar se seu partido pedir. Representantes da organização governista Fretilin estão reunidos na capital timorense, Dili, para se decidir sobre a questão. A reunião estava planejada para o sábado, mas foi adiada por causa de protestos contra Alkatiri. Ele está em uma disputa de poderes com o presidente do Timor Leste, Xanana Gusmão, que chegou a ameaçar renunciar se Alkatiri insistisse em permanecer no cargo. 'Derramamento de sangue' Cerca de 30 pessoas já morreram e milhares deixaram suas casas desde março passado, em uma onda de violência e confusão política que começou quando o primeiro-ministro demitiu centenas de soldados que entraram em greve por melhores condições de tratamento. No sábado, Alkatiri disse à agência de notícias portuguesa Lusa que renunciaria se a decisão "ajudar a evitar um derramamento de sangue". Na semana passada, Xanana Gusmão mandou uma carta a Alkatiri pedindo sua saída ou ele próprio renunciaria. Mas uma manifestação realizada na sexta-feira pediu para que o presidente permanecesse. Gusmão é um ex-líder guerrilheiro altamente respeitado e é visto como uma das poucas figuras conciliadoras do Timor. Impopular Alkatiri, ao contrário, vem se tornando cada vez menos popular. Muitas pessoas o acusam de ter falhado em evitar a onda de violência, a pior desde a independência do país, em 1999. Ele também foi acusado de ter ajudado a recrutar um "esquadrão" para agir contra seus opositores políticos, o que ele nega. Segundo o correspondente da BBC em Dili, Jonathan Head, hoje existem várias facções armadas no Timor, algumas originadas no Exército e na polícia. Head afirma que, nessas condições, a ONU precisará de alguma forma tentar começar uma nova missão para ajudar a reconstruir as instituições falidas do país. No entanto, segundo ele, as perspectivas não são muito promissoras no momento. |
NOTÍCIAS RELACIONADAS Presidente do Timor recua em ameaça de renúncia23 de junho, 2006 | Notícias Xanana Gusmão ameaça renunciar no Timor Leste22 de junho, 2006 | Notícias Presidente pede a renúncia do primeiro-ministro no Timor21 de junho, 2006 | Notícias Rebeldes começam a entregar armas no Timor16 de junho, 2006 | Notícias Parlamento do Timor discute onda de violência no país05 de junho, 2006 | Notícias Austrália pede reconciliação no Timor Leste03 de junho, 2006 | Notícias | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
| |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||