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Atualizado às: 01 de abril, 2006 - 08h45 GMT (05h45 Brasília)
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Manifestantes rejeitam propostas de Chirac para lei
Manifestação em Paris
Manifestantes prometem uma nova greve geral para terça-feira
Líderes sindicais e estudantis condenaram a declaração do presidente Jacques Chirac de que sancionará a polêmica nova lei trabalhista com pequenas mudanças e prometeram manter seus protestos contra a lei na próxima semana.

Os líderes dos protestos contra a nova lei disseram que promoverão uma nova greve geral na próxima terça-feira.

Em discurso na sexta-feira, Chirac disse que sancionaria a lei com modificações em dois pontos.

Pelo projeto original, o chamado Contrato do Primeiro Emprego, empregadores poderiam demitir jovens com menos de 26 anos em qualquer momento do período de dois anos de experiência sem justificativas.

Redução

Chirac afirmou que o período deverá ser reduzido para um ano e os empregadores devem dar uma justificativa para as demissões.

As mudanças propostas não agradaram aos manifestantes, que voltaram às ruas para novos protestos à noite, após o discurso do presidente na TV.

Em Paris, a polícia disparou bombas de gás lacrimogêneo para dispersar jovens que protestavam em frente à Univsersidade de Sorbonne. Não houve relatos de feridos nas manifestações.

Um porta-voz sindical disse que o discurso de Chirac mostrou que ele “não entendeu nada” dos protestos.

Segundo a correspondente da BBC em Paris Caroline Wyatt, a tentativa do presidente francês de agradar a todos com as mudanças nas novas leis fracassou, e ele acabou não agradando a ninguém.

Votada

O presidente francês havia dito que decidiu sancionar a lei porque a legislação foi votada no Parlamento e abre novas oportunidades de emprego.

Chirac acrescentou, porém, que entende a ansiedade demonstrada por muitos jovens em toda França.

Centenas de pessoas no centro de Paris receberam a notícia com vaias.

A nova lei trabalhista foi aprovada na quinta-feira pelo Conselho Constitucional da França, que rejeitou o argumento de que ela discrimina os jovens.

As aulas em universidades em todo o país estão prejudicadas há várias semanas por protestos contra a legislação. Estudantes, sindicatos e partidos políticos de esquerda vêm realizando uma série de greves há três semanas e passeatas contra a legislação. Na terça-feira atos públicos atraíram mais de um milhão de manifestantes.

O primeiro-ministro, Dominique de Villepin, havia se recusado a voltar atrás, alegando que a lei criará os tão necessários empregos para jovens. Mais de 20% dos franceses entre 18 e 25 anos estão desempregados.

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