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Franceses não chegam a acordo sobre lei trabalhista | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
As negociações entre o primeiro-ministro da França e líderes sindicalistas a respeito da polêmica nova lei trabalhista acabaram em impasse, com o governo se recusando a retirar a lei. Os sindicalistas exigem que a lei seja retirada. O primeiro-ministro francês, Dominique de Villepin, rejeitou a as exigências com o apoio do presidente, Jacques Chirac. Antes da reunião o presidente Chirac afirmou que não aceitaria ultimatos em uma democracia. Falando para líderes da União Européia em Bruxelas, Chirac manifestou seu apoio a Villepin, que disse que pode negociar emendas à lei, mas não vai retirar a lei. Opositores da nova lei, que flexibiliza as regras para a contratação de jovens no seu primeiro emprego, lideraram protestos em toda a França e sindicatos convocaram uma greve geral na próxima terça-feira. "Não convencemos o primeiro-ministro a retirar o CPE (contrato do primeiro emprego)", disse Bernard Thibault, presidente do sindicato CGT, depois da reunião. A nova lei permite que empregadores encerrem contratos de trabalho de funcionários com menos de 26 anos a qualquer momento do período de experiência, que dura dois anos, sem justificativa. O governo francês afirma que esta lei vai encorajar empregadores a contratarem jovens. Mas os estudantes temem que a lei prejudique a estabilidade de emprego no país, onde mais de 20% dos jovens na faixa etária entre 18 e 25 anos estão desempregados. Revolução O presidente Jacques Chirac disse que os franceses fizeram a Revolução para atingir e desenvolver as instituições democráticas. "Quando uma lei é aprovada pelo Parlamento, de acordo com o espírito e as regras de nossas instituições, deve ser implementada. Claro, isso não impede que o governo discuta uma ou outra modalidade (da lei)", disse Chirac. Depois da reunião com o governo na sexta-feira os sindicalistas afirmaram que nenhuma outra reunião será convocada. Na quinta-feira vários protestos violentos ocorreram em várias cidades da França e milhares participaram de manifestações contra a lei. A polícia francesa afirma que prendeu 420 pessoas durante os protestos. Dezenas de jovens quebraram janelas, saquearam lojas, incendiaram carros e atiraram pedras contra a polícia. Autoridades do governo disseram que pelo menos 220 mil pessoas, a maioria estudantes do segundo grau ou de universidades, participaram dos protestos, mas organizadores afirmam que cerca de 450 mil foram às ruas. 60 pessoas ficaram feridas, sendo que 27 delas eram policiais. O governo propôs a lei como parte de uma série de medidas para ajudar jovens que moram nos bairros mais pobres da França e que tomaram as ruas em protestos em 2005. |
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