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Em Paris, polícia entra em choque com manifestantes | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Estudantes que voltaram às ruas de Paris nesta quinta-feira para protestar contra uma nova lei trabalhista entraram em choque com a polícia. Os policiais enfrentaram jovens que atiravam pedras e estavam à frente da manifestação. Vários carros, além de uma loja, foram incendiados. Os confrontos foram mais violentos no centro de Paris, onde milhares participaram da manifestação. A maioria dos manifestantes, porém, caminhou de braços dados para tentar se separar dos grupos mais violentos. Líderes sindicais concordaram em realizar uma reunião com o primeiro-ministro da França, Dominique de Villepin, na sexta-feira. Negociações? Mas os sindicalistas se recusaram a negociar, a não ser que a lei, que flexibiliza as regras para a contratação de jovens no seu primeiro emprego, seja retirada antes da reunião. O governo diz que a lei visa facilitar o acesso de jovens ao mercado de trabalho, mas os críticos não gostam do fato de as novas regras tornarem as demissões mais fáceis. Villepin afirmou que vai negociar emendas, mas não vai retirar a lei. Uma greve geral está marcada para a terça-feira da semana que vem. Segundo correspondentes Villepin está sendo pressionado pelo presidente Jacques Chirac para negociar a respeito da lei. O governo propôs a lei como parte de uma série de medidas para ajudar jovens que moram nos bairros mais pobres da França e que tomaram as ruas em protestos em 2005. Saques Os protestos contra a lei trabalhista se espalharam por toda a França nas últimas semanas e vários deles acabaram em violência. Nesta quinta-feira, os protestos violentos também ocorreram em Marselha e na cidade de Rennes, no oeste da França. Na cidade de Estrasburgo, no leste do país, manifestantes fizeram um protesto em frente à sede regional da Federação de Empregados. No centro de Paris a polícia disparou gás lacrimogêneo contra os manifestantes. Muitos dos que participavam do protesto tentaram se distanciar da violência. "Desta vez há muitos jovens criminosos na manifestação tentando roubar e quebrar coisas. Isto tira o crédito do movimento", disse o trabalhador de 22 anos Charlie Herblin à agência de notícias Reuters. |
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