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Megaprotesto espera atrair um milhão na França | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Sindicatos, líderes estudantis e a oposição ao governo de Dominique de Villepin estão liderando protestos neste sábado em 160 cidades para os quais pretendem atrair cerca de um milhão de pessoas até o fim do dia. O esperado megaprotesto de sábado faz parte da série de manifestações contra planos do governo de combater o desemprego entre os jovens com medidas polêmicas como a introdução de um contrato para franceses com até 26 anos de idade que permite a demissão sumária nos dois primeiros anos de emprego. O Primeiro Contrato de Trabalho foi votado pelo parlamento francês em 9 de março e deve entrar em vigor em abril. Ele foi elaborado como uma medida para combater o desemprego, problema que afeta um em cada quatro jovens franceses em média. Mas os críticos da iniciativa dizem que ela vai gerar uma sensação de insegurança no emprego entre os jovens e pode permitir abusos por parte dos patrões. Universidades em várias parte do país estão parada há semanas em protesto contra os planos. A série de manifestações deste sábado começou no sul de Paris no início da tarde (por volta das 10h30, hora de Brasília). Diálogo O presidente francês, Jacques Chirac, pediu que seus ministros iniciem negociações imediatamente sobre a polêmica lei trabalhista, mas afirmou que ela é necessária para lutar contra o desemprego. O presidente pediu que os próximos protestos sejam pacíficos e que todos os envolvidos nas manifestações tenham "responsabilidade". "Vocês sabem que o governo está disposto ao diálogo e espero que (a negociação) comece o mais rápido possível", disse. Os comentários de Chirac foram feitos após a prisão de pelo menos 300 pessoas em todo o país, quando grandes manifestações contra a nova lei acabaram em choques em Paris e em outras cidades. Segundo o chefe da polícia parisiense, Pierre Mutz, 46 policiais ficaram feridos em confrontos com manifestantes. A polícia foi atacada com coquetéis molotov e outros projéteis e reagiu com jatos de água e gás lacrimogêneo. Mutz disse que a violência foi resultado da ação do que chamou de grupos de anarquistas, radicais e malfeitores. | NOTÍCIAS RELACIONADAS Polícia prende 180 após protestos em Paris17 de março, 2006 | Notícias Educação na Ásia supera a européia, diz OCDE13 de março, 2006 | Economia Carro explode em subúrbio de Paris e mata motorista15 de março, 2006 | Notícias Ex-professor se entrega à polícia na França09 de março, 2006 | Notícias França anuncia fim de estado de emergência 03 de janeiro, 2006 | Notícias LINKS EXTERNOS A BBC não se responsabiliza pelo conteúdo dos links externos indicados. | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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