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Atualizado às: 18 de março, 2006 - 08h34 GMT (05h34 Brasília)
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Megaprotesto espera atrair um milhão na França
Protesto de estudantes em Paris
Vários incidentes ocorreram durante protestos em Paris
Sindicatos, líderes estudantis e a oposição ao governo de Dominique de Villepin estão liderando protestos neste sábado em 160 cidades para os quais pretendem atrair cerca de um milhão de pessoas até o fim do dia.

O esperado megaprotesto de sábado faz parte da série de manifestações contra planos do governo de combater o desemprego entre os jovens com medidas polêmicas como a introdução de um contrato para franceses com até 26 anos de idade que permite a demissão sumária nos dois primeiros anos de emprego.

O Primeiro Contrato de Trabalho foi votado pelo parlamento francês em 9 de março e deve entrar em vigor em abril.

Ele foi elaborado como uma medida para combater o desemprego, problema que afeta um em cada quatro jovens franceses em média.

Mas os críticos da iniciativa dizem que ela vai gerar uma sensação de insegurança no emprego entre os jovens e pode permitir abusos por parte dos patrões.

Universidades em várias parte do país estão parada há semanas em protesto contra os planos.

A série de manifestações deste sábado começou no sul de Paris no início da tarde (por volta das 10h30, hora de Brasília).

Diálogo

O presidente francês, Jacques Chirac, pediu que seus ministros iniciem negociações imediatamente sobre a polêmica lei trabalhista, mas afirmou que ela é necessária para lutar contra o desemprego.

O presidente pediu que os próximos protestos sejam pacíficos e que todos os envolvidos nas manifestações tenham "responsabilidade".

"Vocês sabem que o governo está disposto ao diálogo e espero que (a negociação) comece o mais rápido possível", disse.

Os comentários de Chirac foram feitos após a prisão de pelo menos 300 pessoas em todo o país, quando grandes manifestações contra a nova lei acabaram em choques em Paris e em outras cidades.

Segundo o chefe da polícia parisiense, Pierre Mutz, 46 policiais ficaram feridos em confrontos com manifestantes.

A polícia foi atacada com coquetéis molotov e outros projéteis e reagiu com jatos de água e gás lacrimogêneo.

Mutz disse que a violência foi resultado da ação do que chamou de grupos de anarquistas, radicais e malfeitores.

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