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Chirac pede diálogo depois de choques em Paris | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O presidente francês, Jacques Chirac, pediu que seus ministros iniciem negociações imediatamente sobre a polêmica lei trabalhista que levou centenas de milhares de pessoas a realizarem protestos nas ruas de várias cidades da França. Os comentários de Chirac ocorrem depois da prisão de pelo menos 300 pessoas em todo o país, quando grandes manifestações contra a nova lei acabaram em choques em Paris e outras cidades. Chirac afirmou que a lei é necessária para lutar contra o desemprego e pediu que os próximos protestos sejam pacíficos e que todos os envolvidos nas manifestações tenham "responsabilidade". "Vocês sabem que o governo está disposto ao diálogo e espero que (a negociação) comece o mais rápido possível", disse. Lei polêmica Os manifestantes são contra a lei que cria contratos de trabalho de dois anos para pessoas com menos de 26 anos. Estes contratos podem ser suspensos pelos empregadores sem justa causa. Para os estudantes, a nova lei, aprovada na semana passada, vai acabar com a estabilidade no emprego em um país onde 20% dos jovens entre 18 e 25 anos estão desempregados. O presidente Jacques Chirac defende a legislação. "(A lei) Traz oportunidades e novas garantias para jovens com dificuldades", disse. O criador da nova lei, o primeiro-ministro Dominique de Villepin, disse que também quer o diálogo e iria se reunir com representantes de universidades para procurar soluções para a crise. Mas Villepin se recusou a retirar a lei que, segundo ele, é essencial para combater desemprego entre jovens. Prisões A polícia de Paris diz ter prendido mais de 180 pessoas em conexão com os violentos choques observados durante manifestações na quinta-feira. O chefe da polícia parisiense, Pierre Mutz, também disse que 46 policiais ficaram feridos em enfrentamentos com manifestantes. A polícia foi atacada com coquetéis molotov e outros projéteis e reagiu com jatos de água e gás lacrimogêneo. Mutz disse que a violência foi resultado da ação do que chamou de grupos de anarquistas, radicais e malfeitores. Lei Os protestos de quinta-feira reuniram pelo menos 250 mil pessoas em todo o país contra a nova lei trabalhista. Os piores incidentes ocorreram em Paris, mas protestos também ocorreram em cerca de 80 outras cidades francesas. O protesto em Paris foi, de maneira geral, pacífico, e reuniu 30 mil pessoas segundo a polícia. Segundo os organizadores, foram 120 mil manifestantes. Mas um grupo de cerca de 300 manifestantes mascarados atirou morteiros contra a polícia, que respondeu com gás lacrimogêneo e balas de borracha. Uma banca de jornal e vários carros foram incendiados. Manifestantes na Universidade Sorbonne jogaram pedras contra a polícia e cantaram slogans comparando os policiais a nazistas. Os choques continuaram no início da noite e o Ministério do Interior francês informou que ocorreram cerca de 150 prisões em Paris e outras 50 nas demais cidades. A polícia também disparou gás lacrimogêneo na cidade de Rennes, no leste do país e algumas pessoas ficaram feridas em choques nas cidades de Nancy, Nantes e Montpellier. Líderes estudantis citaram uma pesquisa de opinião mostrando 68% de apoio aos manifestantes e líderes sindicais convocaram mais protestos para o sábado. | NOTÍCIAS RELACIONADAS Polícia prende 180 após protestos em Paris17 de março, 2006 | Notícias Educação na Ásia supera a européia, diz OCDE13 de março, 2006 | Economia Carro explode em subúrbio de Paris e mata motorista15 de março, 2006 | Notícias Ex-professor se entrega à polícia na França09 de março, 2006 | Notícias França anuncia fim de estado de emergência 03 de janeiro, 2006 | Notícias LINKS EXTERNOS A BBC não se responsabiliza pelo conteúdo dos links externos indicados. | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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