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Atualizado às: 19 de março, 2006 - 05h46 GMT (02h46 Brasília)
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Mais de 160 são detidos após protesto em Paris
Polícia é atingida com pedras e garrafas por grupo de jovens
Mais de 160 pessoas foram presas depois de choques entre a polícia e manifestantes no leste da capital da França, Paris, ao final de um dia de protestos pacíficos em várias partes do país.

A polícia francesa usou gás lacrimogêneo e um canhão de água para dispersar a multidão que protestou no sábado contra uma lei trabalhista que torna mais fácil para as empresas demitir funcionários.

Veículos foram incendiados e lojas saqueadas quando jovens mascarados se confrontaram com policiais. Vinte e quatro pessoas, inclusive sete policiais, ficaram feridos nos distúrbios, que duraram cerca de seis horas.

A violência começou no leste da Place de la Nation quando a polícia tentava dispersar manifestantes ao fnal da passeata que reuniu estudantes, trabalhadores, aposentados e famílias.

Manifestantes jogaram pedras e garrafas em policiais que, depois, avançaram em sua direção.

Cerca de 500 estudantes seguiram, então, para a Universidade Sorbonne.

Os estudantes retiraram algumas das barreiras erguidas pela polícia para impedir o acesso à universidade e atiraram bombas incendiárias em um furgão da tropa de choque, mas as chamas foram debeladas rapidamente.

Também ocorreram confrontos em outras cidades francesas, inclusive no porto de Marselha, onde manifestantes tentaram incendiar a porta do prédio da prefeitura. Um policial ficou ferido e seis jovens foram presos, disse a polícia.

Estes foram alguns dos poucos incidentes registrados nos protestos que, de acordo com sindicatos franceses, reuniram cerca de 1,5 milhão de pessoas. A polícia, por sua vez, diz que cerca de 500 mil pessoas participaram das manifestações.

O governo da França afirma que a legislação, que introduz um contrato de trabalho para franceses com até 26 anos de idade que permite a demissão sumária nos dois primeiros anos de emprego.

O Primeiro Contrato de Trabalho foi votado pelo parlamento francês em 9 de março e deve entrar em vigor em abril.

Ele foi elaborado como uma medida para combater o desemprego, problema que afeta um em cada quatro jovens franceses em média.

Mas os críticos da iniciativa dizem que ela vai gerar uma sensação de insegurança no emprego entre os jovens e pode permitir abusos por parte dos patrões.

Universidades em várias parte do país estão paradas há semanas em protesto contra os planos.

O presidente francês, Jacques Chirac, pediu que seus ministros iniciem negociações imediatamente sobre a polêmica lei trabalhista, mas afirmou que ela é necessária para lutar contra o desemprego.

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