|
Greve geral atinge transporte na França | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Os franceses enfrentam nesta terça-feira grandes contratempos por conta da paralisação dos transportes em meio a uma greve geral em protesto contra um polêmico projeto de lei trabalhista. Grande parte dos trens, dos ônibus e dos aviões do país está parada. Mais de cem diferentes manifestações são esperadas ao longo do dia, protagonizadas por trabalhadores dos setores público e privado e também por estudantes. Eles pedem que o governo desista do projeto de lei que pretende flexibilizar o mercado de trabalho para os jovens, permitindo que as empresas possam demitir jovens com menos de 26 anos sem justificativas até dois anos após a contratação. Além dos transportes, a greve está afetando escolas, o correio, bancos e repartições públicas. A polícia de choque aumentou seu efetivo em Paris em preparação para uma grande manifestação prevista para a tarde desta terça-feira. O objetivo é evitar a repetição das cenas de quinta-feira, quando mais de 400 pessoas foram presas e dezenas ficaram feridas durante uma manifestação contra o projeto. Estabilidade O governo diz que seu projeto vai encorajar os empregadores a contratarem mais jovens, mas os estudantes temem que ele acabará com a estabilidade trabalhista num país onde mais de 20% dos jovens entre 18 e 25 anos estão desempregados – mais do que o dobro da média nacional. A correspondente da BBC em Paris Caroline Wyatt diz que as novas manifestações serão um verdadeiro teste sobre a determinação do primeiro-ministro Dominique de Villepin em manter o projeto, e que é difícil ver como ele poderá quebrar o impasse. Segundo ela, é um grande desafio para a carreira política de Villepin encontrar uma solução sem se desmoralizar, ou perder terreno para seu principal rival para as próximas eleições presidenciais, o ministro do Interior, Nicolas Sarkozy. Os principais sindicatos se recusam a negociar até que ele retire o projeto, enquanto que o premiê insiste que não será influenciado pelo clamor das ruas. Na França, as manifestações populares são consideradas há muito tempo como uma poderosa arma política. Mas há o temor em ambos os campos sobre uma possível quebra da ordem pública se os protestos continuarem. |
NOTÍCIAS RELACIONADAS Estudantes recusam encontro com premiê francês25 de março, 2006 | Notícias Franceses não chegam a acordo sobre lei trabalhista24 de março, 2006 | Notícias Em Paris, polícia entra em choque com manifestantes 23 de março, 2006 | Notícias França: Sindicatos convocam greve contra nova lei 20 de março, 2006 | Notícias França: Premiê diz que não volta atrás em lei trabalhista20 de março, 2006 | Notícias Mais de 160 são detidos após protesto em Paris19 de março, 2006 | Notícias Megaprotesto espera atrair um milhão na França18 de março, 2006 | Notícias Polícia prende 180 após protestos em Paris17 de março, 2006 | Notícias LINKS EXTERNOS A BBC não se responsabiliza pelo conteúdo dos links externos indicados. | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
| |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||