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Chirac diz que sancionará lei, mas promete mudanças | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O presidente francês, Jacques Chirac, disse nesta sexta-feira que vai sancionar a polêmica nova lei trabalhista que provocou grandes protestos em várias partes do país. Em um discurso nesta sexta-feira Chirac prometeu mudar os dois pontos mais polêmicos da lei. "Pedi para que o governo prepare imediatamente duas modificações à lei", disse Chirac. Pela lei original, o chamado Contrato do Primeiro Emprego, empregadores poderiam demitir jovens com menos de 26 anos em qualquer momento do período de dois anos de experiência sem justificativas. Chirac afirmou que o período deverá ser reduzido para um ano e os empregadores devem dar uma justificativa para as demissões. "O período (de experiência) de dois anos será reduzido para um ano. E (para o caso) de o contrato ser cancelado, o direito do jovem trabalhador de saber as razões será escrito na nova lei", disse Chirac em seu discurso segundo a agência de notícias France Presse. Sancionar O presidente francês disse que decidiu sancionar a lei, pois a legislação foi votada no Parlamento e abre novas oportunidades de emprego. Chirac acrescentou, porém, que entende a ansiedade demonstrada por muitos jovens em toda França. Centenas de pessoas no centro de Paris receberam a notícia com vaias. Segundo a correspondente da BBC em Paris Caroline Wyatt não está claro se o pronunciamento do presidente conseguiu pôr fim à crise gerada pelas propostas. Líderes sindicais afirmam que ainda vão realizar a greve geral de um dia na próxima terça-feira. Constitucional O Conselho Constitucional da França aprovou na quinta-feira a nova lei trabalhista, rejeitando o argumento de que ela discrimina os jovens. As aulas em universidades em todo o país estão prejudicadas há várias semanas por protestos contra a legislação. Estudantes, sindicatos e partidos políticos de esquerda vêm realizando uma série de greves há três semanas e passeatas contra a legislação. Na terça-feira atos públicos atraíram mais de um milhão de manifestantes. Grupos de até cem estudantes realizaram manifestações em pequena escala na quinta-feira. Alguns ocuparam trilhos de trem nas estações ferroviárias de Marselha e Rennes. Outros bloquearam ruas, provocando congestionamentos. O primeiro-ministro, Dominique de Villepin, havia se recusado a voltar atrás, alegando que a lei ia criar os tão necessários empregos para jovens. Mais de 20% dos franceses entre 18 e 25 anos estão desempregados. | NOTÍCIAS RELACIONADAS Lei trabalhista é constitucional, diz corte francesa31 de março, 2006 | Notícias Franceses não chegam a acordo sobre lei trabalhista24 de março, 2006 | Notícias Em Paris, polícia entra em choque com manifestantes 23 de março, 2006 | Notícias França: Sindicatos convocam greve contra nova lei 20 de março, 2006 | Notícias LINKS EXTERNOS A BBC não se responsabiliza pelo conteúdo dos links externos indicados. | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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