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Atualizado às: 31 de março, 2006 - 20h15 GMT (17h15 Brasília)
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Chirac diz que sancionará lei, mas promete mudanças
Estudantes bloquearam as ruas, provocando engarrafamentos
O presidente francês, Jacques Chirac, disse nesta sexta-feira que vai sancionar a polêmica nova lei trabalhista que provocou grandes protestos em várias partes do país.

Em um discurso nesta sexta-feira Chirac prometeu mudar os dois pontos mais polêmicos da lei.

"Pedi para que o governo prepare imediatamente duas modificações à lei", disse Chirac.

Pela lei original, o chamado Contrato do Primeiro Emprego, empregadores poderiam demitir jovens com menos de 26 anos em qualquer momento do período de dois anos de experiência sem justificativas.

Chirac afirmou que o período deverá ser reduzido para um ano e os empregadores devem dar uma justificativa para as demissões.

"O período (de experiência) de dois anos será reduzido para um ano. E (para o caso) de o contrato ser cancelado, o direito do jovem trabalhador de saber as razões será escrito na nova lei", disse Chirac em seu discurso segundo a agência de notícias France Presse.

Sancionar

O presidente francês disse que decidiu sancionar a lei, pois a legislação foi votada no Parlamento e abre novas oportunidades de emprego.

Chirac acrescentou, porém, que entende a ansiedade demonstrada por muitos jovens em toda França.

Centenas de pessoas no centro de Paris receberam a notícia com vaias.

Segundo a correspondente da BBC em Paris Caroline Wyatt não está claro se o pronunciamento do presidente conseguiu pôr fim à crise gerada pelas propostas.

Líderes sindicais afirmam que ainda vão realizar a greve geral de um dia na próxima terça-feira.

Constitucional

O Conselho Constitucional da França aprovou na quinta-feira a nova lei trabalhista, rejeitando o argumento de que ela discrimina os jovens.

As aulas em universidades em todo o país estão prejudicadas há várias semanas por protestos contra a legislação. Estudantes, sindicatos e partidos políticos de esquerda vêm realizando uma série de greves há três semanas e passeatas contra a legislação. Na terça-feira atos públicos atraíram mais de um milhão de manifestantes.

Grupos de até cem estudantes realizaram manifestações em pequena escala na quinta-feira. Alguns ocuparam trilhos de trem nas estações ferroviárias de Marselha e Rennes. Outros bloquearam ruas, provocando congestionamentos.

O primeiro-ministro, Dominique de Villepin, havia se recusado a voltar atrás, alegando que a lei ia criar os tão necessários empregos para jovens. Mais de 20% dos franceses entre 18 e 25 anos estão desempregados.

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